Estado de emergência prorrogado por mais 12 dias em Santiago e Boa Vista

1/05/2020 14:58 - Modificado em 1/05/2020 14:58
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A segunda prorrogação do estado de emergência nas ilha de Santiago e Boa Vista, até ao dia 14 de maio, em vigor a partir das zero horas do dia 03 Maio e termino no dia 14 de maio 2020.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, justifica esta decisão alegando que, a cessação do estado de emergência nestas ilhas, este sábado, 02 Maio, “representaria um risco ainda, relevante do ritmo do contágio do novo coronavírus e, do possível descontrolo da pandemia, com efeitos negativos ao nível da saúde  pública e de pressão sobre a estrutura de saúde, numa altura em que o país não está suficientemente preparado para conviver com o vírus apesar dos passos dados”, refere.

Para Jorge Carlos Fonseca, citando dados do ministério da Saúde, nestas duas ilhas, Boa Vista e Santiago, “estão em evolução vários casos contaminados do vírus” e realça ainda a “permanente investigação das redes de contacto identificados”, referindo no entanto que até ao momento, não está completamente nítido e estáveis nestas ilhas, os contornos da pandemia do novo coronavírus, Covid-19.

As ilhas de Santiago e Boa Vista representam 96,6% dos casos de Covid-19 e São Vicente apenas 2,5% da doença, que está circunscrita a uma família, levou ao Presidente da República, à cessação do estado de emergência na ilha do Monte Cara.

Resolução tomada, conforme o chefe de Estado, após auscultar os partidos políticos com assento parlamentar, peritos nacionais e presidentes das câmaras municipais das três ilhas, bem como organizações profissionais, e ainda inúmeras individualidades e personalidades nacionais e estrangeiras e do governo.

Esta decisão agora vai ser submetida a autorização da Assembleia Nacional nos termos constitucionais.

Para JCF, a experiência de “outras paragens permite concluir que o regresso precoce à normalidade e a iminente propagação de novos caso, pode gerar consequências bastante nefastas, muito superiores a longo prazo, às associadas ao prolongamento do estado de emergência”.

Ainda sobre este período de estado de emergência nacional, Jorge Carlos Fonseca avalia positivo, como este decorreu, considerando, que a “nossa democracia continua de boa saúde”.

Explica ainda que “nunca é de mais assinalar, que o estado de emergência, apenas foi decretado, porque existia e existe uma gravíssima situação sanitária a nível mundial, que já afetou mais de três milhões de pessoas e mais de 200 mil mortes e que tem afetado o país”.

Ainda antes de decretar o prolongamento do estado de emergência nestas duas ilha, o presidente da República deixou uma palavra de condolência aos familiares dos cabo-verdianos mortos na Europa e EUA, vítimas da Covid-19.

As ilha de Boa Vista e Santiago por concentrarem a maior percentagem e números de casos, na totalidade, refere que não obstante o aumento de casos nestas duas ilhas, se as medidas de exceção não tivessem sido adotadas a situação em termos de doença e óbitos seriam piores. Por essas razões defende que é fundamental manter apertada a vigilância, pois a convivência com o vírus passa a ser permanente.

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