Máscaras fabricadas em tecido uma alternativa contra o coronavírus e ao desemprego

1/05/2020 01:46 - Modificado em 1/05/2020 01:46
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Com o estabelecimento do uso obrigatório de máscaras no país, como forma de inibição e prevenção à proliferação do novo coronavírus (Covid-19) e a escassez de máscaras descartáveis à venda nas farmácias, muitas pessoas estão a virar-se para o fabrico de máscaras artesanais reutilizáveis, fabricadas em tecido, que se tornaram uma alternativa para ampliar a barreira à propagação do coronavírus.

Uma alternativa para suprir a impossibilidade de o governo oferecer o produto de proteção à população e também uma forma de rendimento familiar, uma vez que várias pessoas ficaram sem emprego devido ao Covid 19.

Nádia Gomes, antes da pandemia trabalhava num dos hotéis da cidade, com as medidas tomadas para conter a propagação da doença, foi para o desemprego, juntamente com outras funcionárias que não possuíam contrato efetivo de trabalho.

Desempregada, e com a escassez de máscaras no mercado e posteriormente a obrigatoriedade do uso em locais públicos, deitou mãos à obra e tem costurado, por estes dias, este equipamento de proteção individual, levando em conta algumas diretrizes internacionais, conforme nos dá conta.

“Fui à farmácia algumas vezes à procura das máscaras descartáveis e álcool, mas não encontrei porque estavam sempre esgotados. Foi quando falei com a minha mãe, que é costureira, e me ensinou o ofício, começamos a fazer para alguns membros da família”, conta esta jovem que diz que o primeiro foi para o irmão que trabalha na segurança privada.

“Fiz para os meus filhos e também para alguns amigos que encomendaram. É muito rápido e fácil, é uma forma de ajudar a nós mesmos e aos outros, enquanto não as disponibilizam nas farmácias”, explica Nádia.

Diante da situação de desemprego, outras costureiras também começaram a fazer máscaras. São muitas aquelas que aproveitam esta situação e mudam o rumo das suas costuras, para atender à necessidade da população em arranjar máscaras e quem sabe, abrir uma nova linha de produção de máscaras no país.

Feito com um corte “ergonômico” no nariz e no cinto ajustável de elástico da orelha é o suficiente para cobrir nariz a boca e parte de rosto.

No entanto deixam alguns cuidados, como a higienização do equipamento de proteção individual, tais como, lavar a máscara em sabão e secar com ferro quente. E dizem que para maior segurança, lave-as sempre que retorne a casa.

Outras recomendações, na hora de se retirar do rosto devem ser seguidas e obedecidas as normas internacionais. “A máscara não deve ser colocada sobre qualquer superfície. O objeto usado deve ser transferido para um saco plástico fechado e dali sair diretamente para a máquina de lavar roupas. A lavagem deve durar no mínimo 30 minutos a 60°C de temperatura, e o saco de transporte jogado no lixo”.

Elvis Carvalho

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