Coronavírus: Jovem mindelense está a produzir viseiras de proteção individual em São Vicente -c/vídeo

7/04/2020 01:56 - Modificado em 7/04/2020 01:58
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Para ajudar no combate ao Covid- 19, em São Vicente, seguindo a iniciativa de dois elementos do núcleo do plano de contingência do Hospital Baptista de Sousa, com intuito de reforçar a segurança dos profissionais na prestação dos cuidados de saúde, Daniel Mascarenhas, está a desenvolver um projeto para a construção de viseiras que protegem a cara contra respingos da boca.

O objetivo é produzir máscaras de proteção reutilizáveis para fazer face às necessidades locais. “São feitas com acetado, esponja e elástico”, conta. E o que diferencia as suas viseiras das que estão a ser feitos no HBS, é que são feitas com maior tempo. “No hospital são feitas em grande quantidade, para serem utilizadas na assistência dos casos suspeitos do novo coronavírus”. 

Até este momento, Daniel Mascarenhas, diz que já produziu cerca de 30 viseiras, tendo disponibilizados algumas para uma farmácia local e para outros locais na ilha.

No entanto, o maior entrave que encontra neste momento, é que a produção vai depender do stock de materiais que possui. ”É que neste momento, com as lojas e drogarias fechadas, fico limitado a produzir estes acessórios” que fazem parte da proteção individual no combate ao covid-19, disse.

Estas viseiras, quatro tipos diferentes, vão ajudar a manter toda a região da cara coberta, e ajudando, principalmente os profissionais da saúde,  que devem continuar utilizando as máscaras de pano por baixo para ser eficaz. Isso, para aqueles que os vierem a utilizar.

Com a ajuda da  sua namorada e sobrinho, este acessório, um dos quatro tipos produzidos é feito para que quem a use, possa só levantar a parte da frente, tornando mais rápido o processo e ainda lavando o material, com lixivia e álcool”, explicou.

Para ajudar na concepção destes equipamentos de proteção individual que não estão disponíveis no mercado nacional e, atualmente, escasseiam no mercado internacional,  é necessário a doação do material  com que produz as máscaras, como, folhas de acetato, esponja e elástico, já que nesta altura o comércio da ilha está encerrado e não tem forma de obter os materiais.

A população, no entanto, deve usar apenas as máscaras simples, feitas em casa, que podem ser convencionadas com alguns materiais, mas alerta-se para que não se abandone o isolamento social, para quem pode ficar em casa, e os cuidados com a higiene.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda o uso de máscaras prioritariamente para profissionais de saúde.

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