Hotéis no Sal suspendem atividades por quatro meses

25/03/2020 16:10 - Modificado em 25/03/2020 17:09

Conforme este online tinha avançado em primeira mão todos os hotéis da  ilha  Sal vão suspender as suas atividades por  causa do novo coronavírus, estando a aguardar decisão oficial do Grupo Meliá e do Hotel Riu, os dois maiores estabelecimentos hoteleiros da ilha.

Os hotéis estão vazios e sem clientes não há receitas. Desde a semana passada que os hotéis já tinham decidido pela suspensão das atividades, pois sabiam que eram inevitáveis. Gestores de unidades hoteleira na ilha  afirmam  que a resolução do Conselho de Concertação  com medidas  de apoio  as empresas “servem apenas para manter os postos de trabalho e evitar o encerramento de alguns hotéis num período de três meses”

Os hotéis que já tinham feito as contas antes do Governo e tinham dito que assumiriam 35%  dos vencimentos dos trabalhadores com contrato suspenso, com os 35 % que o Instituto Nacional de Previdência Social, por determinação do acordo de concertação social, os trabalhadores vão receber 70%  dos seus salários. Mas está não é a resolução do problema para nenhum dos lados nem motivo de alegria.

Da parte dos trabalhadores, menos 30% do salário, numa ilha como o custo de vida tão elevado como o Sal,  não é motivo para alívio, mas sim pronúncio de dias que se anteveem “muito complicados”. 

Para a direção dos hotéis é algo do tipo “vão-se os anéis, mas  ficam os dedos” pois, muitos, em particular as unidades com menos liquidez de tesouraria, vai ser “difícil, sem clientes, pagar os 35% dos salários. Muitos vão ter que recorrer a empréstimos bancários para conseguir esse montante”.

De acordo com a sindicalista Kelly Ferreira, do gabinete jurídico do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (SICOTUR), citada pela LUSA, cerca de 600 trabalhadores já estão em casa. Também considera que a medida do governo acaba por beneficiar os trabalhadores, porque em vez de 50% vão passar a receber 70% do salário. É uma vantagem”.

Fonte : LUSA

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