Jovens de São Vicente vão poder ter acesso ao Projeto Bolsa Cabo Verde Digital

13/03/2020 01:35 - Modificado em 13/03/2020 01:35

O Fundo de Promoção do Emprego e da Formação (FPEF) apresentou em São Vicente, o Projeto Bolsa Cabo Verde Digital aos jovens. Um programa que visa financiar até 100 jovens e um total de 50 “techstartups”, com uma bolsa de até 30 mil escudos, por um período de 6 meses.

Conforme Danilson Borges, Diretor Executivo do Fundo de Promoção do Emprego e da Formação, o projeto tem um objetivo claro, muito específico e focalizado, pois pretende colmatar a falha comparativamente a outros ecossistemas de empreendedorismo que existem no mercado, dando oportunidades de desenvolver e apresentar o seu projeto, na área das tecnologias digitais.

O Projecto Cabo Verde Digital apresentado tem como objectivo fomentar o empreendedorismo com base tecnológica e tem como público-alvo jovens com até 35 anos de idade, das áreas TIC e não só.

O programa tem a Pró-Empresa como entidade gestora do programa, que tem o papel de ajudar os jovens através da assistência técnica.

Mónica Vicente, Administradora da Pró-Empresa, diz que o papel da instituição que vai fazer também acompanhamento no processo de incubação é “Ver as ideias que os jovens têm, no sentido de identificar novos talentos e apoia-los com assistência técnica, com a montagem do dossier, caso precisem de algum financiamento para irem ao banco e implementarem os seus projetos.

Neste momento as candidaturas estão abertas e conforme esta responsável tem havido uma boa adesão. No entanto, a ideia é conseguir mais jovens para se inscreverem no programa, por isso a apresentação em várias universidades.

No mesmo ato procedeu-se à assinatura de um protocolo entre o FPEF e a Universidade do Mindelo, visando intensificar a cooperação para a implementação do Projeto Bolsa Cabo Verde Digital. Isto, à semelhança do já assinado com as demais universidades e empresas para a efetivação deste projeto de fomento ao empreendedorismo.

Danilson Borges diz que ao firmar este protocolo, a Uni-Mindelo vai estar criando condições para implementar o projeto e o governo estará durante seis meses a garantir esta bolsa e a Pró-Empresa vai fazer o acompanhamento empresarial e também assessoria técnica na montagem, vincando que após seis meses existe à necessidade de torná-la viável e ter o financiamento através da banca.

Para Albertino Graça, reitor da Universidade do Mindelo, após a assinatura do documento, espera-se que não seja apenas mais um protocolo e que possa ser materializado. “Os jovens andam desacreditados nos instrumentos que andamos a assinar, porque depois fica muito complicado materializar tudo”. Isso por vezes, conforme Graça, devido a distância. No entanto, acredita que desta vez “temos condições para avançar com o que assinamos”, frisa.

O Programa Bolsa Cabo Verde Digital é um projeto do Governo de Cabo Verde e tem como objetivo promover o surgimento e aceleração de “startups” à volta da economia digital.

EC

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