Burla na Transcor: motoristas vendiam os mesmos bilhetes duas vezes ou mais

17/01/2013 23:54 - Modificado em 17/01/2013 23:54

A empresa de transporte público, Transcor procedeu a algumas alterações nas políticas de controlo dos serviços de transporte de autocarro. Este online soube que havia condutores que estavam a adulterar a venda de bilhetes e que alguns cidadãos estavam a falsificar passes de autocarro. Para driblar essa situação, a Transcor vai recorrer ao sistema de holograma. Quanto aos condutores, estes ficam sob controlo dos agentes de revisão.

 

Na ilha de São Vicente, alguns condutores da Transcor encontraram uma forma de ganhar um dinheiro extra nas horas de serviço. Segundo o que apurámos “houve motoristas que recolhiam os bilhetes vendidos aos passageiros e que eram atirados para o chão. Com esta prática, tinham o propósito de revender o bilhete e ficar com o dinheiro que conseguiam desse negócio. E como conseguiam driblar os revisores, a sua acção passava despercebida na empresa”.

O NN sabe que o facto dos motoristas prestarem as contas regularizadas não levantou qualquer suspeita. Mas a situação acabou por ser descoberta porque alguns condutores meteram os pés pelas mãos e, assim, a administração da Transcor tomou conhecimento dessa burla na venda de bilhetes de autocarro.

Neste sentido, a empresa de transporte público assegurou a aplicação de medidas internas e determinou que os condutores passassem a efectuar um corte no bilhete quando este for vendido. Por outro lado, a Transcor incumbiu os revisores de efectuarem uma vigilância pormenorizada às cadernetas de bilhete e controlar se os motoristas estão a cumprir a norma.

Mas a questão é se o corte no bilhete é ou não a solução para acabar com a fraude na venda de bilhetes. Segundo o que apurámos “com a entrada em vigor da norma, as cadernetas e a venda de bilhetes é controlada com maior eficácia. Isto é, o condutor fica impossibilitado de recolher os bilhetes no chão, porque a numeração é fiscalizada e sabe que se cometer uma fraude pode sofrer consequências drásticas”.

 

Falsificação

 

Por outro lado, a Transcor descobriu um esquema de falsificação de selos, cuja maioria das pessoas são estudantes do Departamento de Engenharia e Ciências do Mar, da UNI-CV, na Ribeira de Julião. De acordo com as informações recolhidas pelo NN, os infractores utilizavam o método do digitalizador para falsificar os passes originais.

Mas a verdade é que este não foi o primeiro método a ser utilizado por cidadãos que pretendiam andar de “borla” nos autocarros. É que alguns, na sua maioria estudantes, trocavam a foto do passe entre colegas “aproveitavam as horas de maior fluxo de entrada de pessoas no autocarro e como cada um tinha a sua foto, o portador atirava o passe pela janela e todos seguiam viagem com o mesmo passe. Por outro lado, havia familiares que faziam essa troca entre si aproveitando o frágil controlo por parte dos condutores”.

Nestas circunstâncias, uma denúncia anónima foi endereçada à Transcor a dar conta da situação e com uma investigação veio-se a apurar que a empresa estava a ser vítima de um esquema de falsificação de cartões-passe. O caso foi entregue às autoridades criminais, pelo que os infractores identificados terão que responder a um processo judicial.

 

 

  1. Mindelense

    Não menos importante do que a falsificação de passes a fraude na venda de bilhetes, deve-se ter em conta o mau comportamento e a má qualidade do serviço prestado por alguns condutores da linha 5, quando deixam os clientes com passe no chão passando por eles como se não os vissem e quando colocam em risco a vida de idosos, crianças e gravidas quando não tem paciência para os esperarem sentar ou descer do autocarro, etc.

  2. Mindelense

    São atos de falta de inteligência por parte dos funcionários, porque se empresa entrar em crise e seguida de falência, eles serão os primeiros a sofrer as consequências, irão para o desemprego e passarão anos e anos em processos judiciais para recuperar as indemnizações. Agora, se ficar provado que houve fraude por parte dos mesmos, serão despedidos por justa causa sem ter direito a indemnizações.
    SINCERAMENTE, QUE FALTA DE CULTURA DE PROFISSIONALISMO HEIN!!!

  3. DC

    Se a Transcor é burlada muitos passageiros também o são. Vejamos há conductores que muitas vezes tendo o troco disponivel nao o dão aos passageiros. 2$ aqui,4$ ali,8$ mais a frente, ou até mais $. Eu pessoalmente já fui vitima deste esquema e já vi conductores ficarem com alguns $ do passageiros. No final das 8 horas de trabalho… é só fazer as contas. Convêm realçar que são apenas alguns que já presenciei com este esquema. Não vamos lá colocar todos os Bons Profissionais da Transcor neste SACO

  4. Fonseca

    Entao nao se pode tirar conclusoes precipitadas dizendo que nos 10 primeiros dias de janeiro a Transcor ja tinha acumulado 1700 contos de prejuizos devido ao alinhamento do IV, quando na verdade ha falsificaçao de bilhetes e de passes

  5. Franco

    Esta técnica só pode ter chegado da capital.Aqui os condutores , quando chavam à última paragem , recolhiam os bilhetes abandonados pelos clientes e revendiam-nos , de novo.Dinheiro para o groguinho estava garantido , todos os dias .Espertinhos ahn.

  6. .É só requisitar cobradores, pagando um vencimento mínimo

  7. de minndelo

    Errod sem duvida, ka ta da pa aplaudi actos do tipo, mas moda k no ta costuma dze, assim es ta prende k deus ta da pa um banda e kel hom ta tra pa ot. pa cubri prejuizo es ta junta kes trok kes ta fca à força, isso se kes kondutor ta das el.fca k trok d cd um tb eh burla, sem fala d kes pass, pq transcor deve ser unico empresa d mund k ta establece preço d passe pa volta k bo ta da num dia, es pensa k gent ta compra selo eh pa ka troka dnher td dia…

  8. Cláudia

    Responsáveis da MOURA COMPANY, esta prática também acontece na vossa empresa. Não sei se é generalizada mas já identifiquei um contudor que sistematicamente vende bilhetes usados, pelo menos no horário que habitaualmente uso a linha nº 10, depois das 20 horas. Quando confirmei essa prática, chamei atenção do condutor, recusei aceitar esse bilhete (claramente recliclado). Quando fiz isso outras que estavam presentes também confirmaram que estavam na posse de um “bilhete reutilizado”.

  9. Cláudia

    Um outra burla que tem sido recorrente, é o facto de NUNCA HAVER TROCO. Cá na Praia, o descaramento é tanto que nem se dão ao trabalho de pedir para aguardar pelo troco. Na maior parte das vezes, quando bilhtere era 38$ pagava 40$, agora que é 44$ pago-se 45$ e até já tentaram me cobrar 50$!
    Já imaginaram quantos “trocos” sobram no final do dia?! No final do mês deve ser superior ao salário. Julgo que seria mais prudente que os preços fossem fixados em “valores redondos”, facilitaria a vida…

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