Explosões fazem 82 mortos no primeiro dia de exames na Universidade de Alepo

16/01/2013 01:44 - Modificado em 16/01/2013 01:44
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A cidade de Alepo está predominantemente nas mãos de rebeldes sírios, mas a universidade fica situada numa zona controlada pelo Exército de Bashar al-Assad. Apesar dos violentos combates, reabriu as portas a meio de Outubro. Esta terça-feira, no primeiro dia de exames, uma dupla explosão matou pelo menos 82 pessoas e fez 160 feridos, a maioria dos quais estudantes.

 

“O balanço do atentado terrorista que visou os nossos estudantes está neste momento em 82 mártires e mais de 160 feridos”, afirma o governador da província, Mohammad Wahid Akkad.

 

Há duas versões contraditórias e as imagens disponíveis (vídeos gravados por estudantes e activistas com os seus telemóveis e publicados entretanto no YouTube) não permitem perceber qual é a verdadeira. Os vídeos mostram o exterior do complexo depois da primeira explosão e vê-se fumo e estudantes que saem à pressa. Depois, ouve-se um sibilo e segue-se a segunda explosão, claramente provocada por algo que atinge o edifício vindo do ar. Seguem-se gritos e imagens de pânico.

 

O regime acusa “terroristas”, querendo com isso dizer rebeldes, de lançarem “dois rockets” contra o edifício da universidade; a oposição diz que se tratou de um bombardeamento da aviação síria com mísseis lançados a partir de um avião MiG.

 

De acordo com a agência oficial de notícias Sana, para além de estudantes, há refugiados entre as vítimas. No início do Inverno, várias organizações não-governamentais disseram que havia 30 mil deslocados instalados na cidade universitária.

 

Segundo o autor de um dos vídeos disponíveis, o primeiro disparo atingiu a rotunda diante da Faculdade de Arquitectura e o segundo a cidade universitária. De acordo com relatos de estudantes, a explosão danificou as Faculdades de Belas-Artes e de Arquitectura.

 

Desde Julho que Alepo, uma cidade de 3 milhões e a mais importante do Norte da Síria, está dividida entre bairros controlados pela oposição armada e outros que estão sob controlo das forças leais a Assad. A Cidade Antiga, com a Cidadela e  classificado pela UNESCO, é um campo de batalha permanente.

 

 

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