Mais de 100 mortos no dia mais sangrento dos últimos anos no Paquistão

11/01/2013 01:26 - Modificado em 11/01/2013 01:27
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Duplo ataque em Quetta, o segundo do dia na cidade, e ainda uma explosão em Mingora, na região de Swat, marcaram esta quinta-feira.

 

Mais de 100 pessoas morreram em vários ataques no Paquistão, no que foi um dos dias mais mortíferos dos últimos anos no país, que enfrenta uma insurreição taliban no Noroeste e de combatentes baluches no Sudoeste.

 

O último ataque foi uma dupla explosão em Quetta, que provocou, segundo os últimos números citados pela agência AFP, 81 mortos. A primeira bomba rebentou numa sala de snooker, aparentemente detonada por um kamikaze. Cerca de dez minutos mais tarde, quando se juntavam socorristas, polícia, e jornalistas, explodiu o segundo engenho. Entre as vítimas estavam cinco polícias e um operador de câmara, diz a agência Reuters.

 

O ataque ocorreu num bairro de maioria xiita em Quetta, a capital da província do Baluchistão. O grupo extremista sunita Lashkar-e-Jhangvi reivindicou a responsabilidade pelo ataque contra os xiitas (que são 20% da população do Paquistão).

 

Antes, também em Quetta, tinham morrido 11 pessoas e mais de 40 ficaram feridas com uma explosão num mercado. A maioria das vítimas eram vendedores de legumes e de roupa em segunda mão, mas entre os mortos estava também pelo menos uma criança. Os rebeldes baluches reivindicaram este ataque. Estes insurrectos querem a independência do Baluchistão, uma região árida e pobre mas com reservas substanciais de gás, cobre e ouro, e que apesar de ocupar quase metade do território do país tem apenas 8 milhões dos 180 milhões de habitantes do Paquistão.

 

Outro ataque, mas em Mingora, a maior cidade do vale de Swat, Noroeste, fez 21 mortos e 60 feridos. A região montanhosa perto da fronteira com o Afeganistão já foi um centro de turismo no Paquistão, mas é desde 2009 o palco de uma ofensiva do Exército paquistanês, que tenta afastar os combatentes taliban da zona. No entanto, estes têm conseguido resistir e manter a capacidade de ataque – foi nesta zona que a defensora do direito à educação das raparigas Malala Yousufzai foi atingida a tiro em Outubro passado.

 

 

 

 

publico.pt

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