Engano: Conservatória dos Registos “ mata” na Praia homem que está vivo no Mindelo

9/01/2013 00:59 - Modificado em 9/01/2013 00:59

Francisco Pires, de 49 anos ficou surpreendido ao descobrir que está registado nos serviços de registo como pessoa falecida. O funcionário da CMSV afirma que foi averbado ao seu registo de nascimento que faleceu em 2011 na cidade da Praia. Mas assegura estar perplexo com a situação, porque conhece esta cidade apenas pela televisão. Francisco diz ainda suspeitar que a sua detenção durante as eleições autárquicas terá sido desencadeada por essa confusão no seu registo.

 

O caso de um cidadão que reside na zona de Espia, ilha de São Vicente que foi dado como morto, mas um anos depois surge vivo está a gerar controvérsia. Trata-se de Francisco Pires, de 49 anos, nascido na ilha de Santo Antão, mas que há mais de 25 anos vive na ilha de São Vicente, onde trabalha como guarda na CMSV. Um erro por parte da Conservatória do Registo Civil fez averbar no registo de nascimento deste cidadão que ele havia falecido a 5 de Novembro de 2011, na cidade da Praia.

Em entrevista ao NN, Francisco Pires explicou como descobriu o problema e afirma ter recebido a alcunha de “morto-vivo” porque tem um registo de falecimento, quando na verdade se encontra vivo.

“Fui ao banco de urgência do hospital e deram-me uma receita para comprar alguns remédios na Farmácia Jovem. Quando fui a esta farmácia disseram que o meu nome não constava do sistema de previdência social. Fui ao espaço do INPS em Monte Sossego e numa diligência descobriram que eu não estava no sistema porque havia falecido. Fiquei surpreendido com esta situação e para apurar a verdade requeri um registo de nascimento, onde estava averbado que morri na cidade da Praia” assegura o entrevistado.

Francisco Pires apercebeu-se que o seu registo de nascimento estava adulterado, uma vez que um erro no sistema de registo o dava como morto há mais de um ano. Francisco acrescenta que o erro é grave na medida que se encontra vivo e a sua morte foi registada numa ilha que desconhece. “É uma situação caricata, que me deixou chateado ao passo que em 49 anos de vida nunca fui à cidade da Praia, porque só vejo essa cidade quando ela aparece na televisão”.

 

Lapso

Mas ao que parece, o problema ocorrido durante a compra dos remédios é mais um episódio que se junta a esta história de vida de Francisco, porque o nosso entrevistado recorda uma situação ocorrida durante as últimas eleições autárquicas e suspeita que o erro averbado no seu registo foi o que desencadeou o problema.

“Em Agosto de 2011 exerço o direito de voto nas eleições presidenciais na escola de Espia. Mas no ano seguinte fui votar nas eleições autárquicas e disseram que o meu nome tinha sido retirado dos cadernos eleitorais. Não tive direito ao voto e por insistir com os membros da mesa que havia algum lapso chamaram a polícia, pelo que fiquei detido durante 12 horas”.

Francisco Pires conclui dizendo que os serviços do INPS regularizaram a sua situação, pelo que ele passou a constar como pessoa viva no sistema da previdência social. E acrescenta que falta agora a Conservatória de Registo Civil que cometeu o erro, esclarecer o assunto e regularizar o problema no seu registo de nascimento.

 

 

 

 

 

  1. FRAUDE

    Deve ser manobra eleitoralista de gentes do PAICV

  2. admilson da rosa

    ESSE É MAIS UMA PROVA QUE ALGUNS FUNCIONÁRIOS SÓ ESTÃO NO TRABALHO NA PARODIA, JÁ CHEGOU A HORA DE REFORMA NO ESTADO.

  3. Luis

    Isso é mais uma prova que é preciso mudar em cabo verde, pois sendo fuxcionario da cmsv, dado como morto e como recebia atraves da camera, como fazia os descontos do inps, sendo retirado do sistema, alguem andou a meter os descontos nos bolsos, cabo verde precisa criar uma base de dados unico pra todas as intituiçoes do governo.

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