Aumento do IVA: Residenciais no Mindelo vão despedir pessoal

9/01/2013 00:51 - Modificado em 9/01/2013 00:51
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Com as novas tarifas de água e de luz aliadas ao IVA, que aumentou de 6 para 15 por cento e outras taxas, como a taxa de pernoitamento de turistas nos hotéis, os responsáveis das residenciais no Mindelo perspectivam um período difícil para este sector. É que com estas novas taxas e aumentos de tarifas, o preço pelo uso dos quartos vai aumentar e com ele, o horizonte, é que haja uma diminuição de clientes.

 

Falando com um recepcionista de uma das residenciais na cidade, o mesmo disse que os clientes recusam-se de passar a noite na residencial depois de verem o preço de uma noite com a adição do IVA.

Para Manuel Francisco Inocêncio, da Residencial Beleza, além de afastar clientes, as taxas são tão elevadas que “muitos não vão conseguir sobreviver” e uma das soluções pode passar por “fechar as portas”. Orlando Cruz, proprietário da Residencial Laginha, já equacionou esta solução de fechar as portas, ele que classifica a situação de “extremamente difícil”, pela qual passam os serviços hoteleiros. E com várias taxas a pagar, Elisabete Miranda sente que assim, com taxas altas e com tantos impostos, “parece que estão a recolher dinheiro para o Estado”.

Com estes aumentos de taxas e das tarifas de água e de luz, a situação fica mais complicada. Explica, Manuel Francisco que o gasto mensal é de cerca de duzentos contos, mas com a actualização das tarifas pode ascender aos trezentos contos. Para Orlando, muitos clientes têm a mentalidade de que “não é a minha casa e, portanto, não me preocupo com o gasto da água e electricidade ” e, por isso, os gastos são quase sempre elevados .

Pensando em medidas para equilibrar as contas e evitar de fechar as portas, as mesmas podem passar pela redução de pessoal. Esta é uma das medidas pensadas por Manuel Francisco que perspectiva um aumento da miséria e de muitos outros problemas sociais como a violência. E por isso, pede a “quem de direito, para tomar medidas porque se estas situações não melhorarem, a situação de Cabo Verde irá piorar”.

 

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