Brasil: Polícia investiga rede ilegal de espionagem

6/01/2013 20:13 - Modificado em 6/01/2013 20:13
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A polícia brasileira começou a investigar a existência e as actividades de uma rede ilegal de espionagem que supostamente actua na capital Brasília e teria como foco principal políticos e autoridades. De acordo com denúncias até agora não confirmadas pela investigação, a própria presidente Dilma Rousseff pode ter sido alvo dos espiões.

 

A denúncia partiu do deputado federal Miro Teixeira, que entregou à Polícia Federal (PF) vários documentos referentes às actividades criminosas do grupo. Entre eles, cópias de extractos telefónicos e de mensagens entre senadores e deputados que teriam sido alvo de actos de espionagem.

Teixeira afirmou à Polícia Federal que esses documentos lhe foram entregues por um espião que fazia parte da rede mas que se sentiu ameaçado e decidiu denunciar o grupo, estando agora sob protecção policial. Ainda segundo o deputado, o grupo usava os documentos que ele entregou como prova de que é capaz de espiar qualquer pessoa, tentando conseguir com isso novos clientes.

A Polícia Federal não se manifesta sobre a investigação, limitando-se a confirmar que ela existe e que nos documentos apresentados há indícios veementes da prática de crime. A rede ilegal teria o seu foco original na espionagem de autoridades da cidade de Brasília, mas depois teria decidido expandir as suas acções, passando a espiar igualmente parlamentares e outros políticos de destaque nacional.

A presidente Dilma Rousseff teria sido, sempre de acordo com a denúncia feita pelo parlamentar à polícia, um dos alvos dos espiões. Isso, no entanto, não foi confirmado nem há indícios de que, se essa tentativa de invadir a privacidade da chefe de Estado realmente ocorreu, foi ou não bem sucedida.

 

 

 

cm.pt

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