Tecnologia: o que marcou 2012

6/01/2013 20:01 - Modificado em 6/01/2013 20:02
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Microsoft reinventa o Windows Com a estratégia de uniformizar a experiência de utilização nos vários tipos de aparelhos – telemóveis, tablets, computadores e dispositivos híbridos – a Microsoft lançou o Windows 8 no último trimestre do ano. A interface apresenta mudanças radicais em relação às anteriores versões do sistema operativo e este é o primeiro sistema da multinacional americana concebido para ecrãs sensíveis ao toque. Resta saber como vão os consumidores responder à mudança.

 

Nintendo inaugura nova geração de consolas Numa altura em que os smartphones e tablets também já são uma plataforma de jogos, a Nintendo Wii U veio em Novembro marcar o arranque da oitava geração de consolas domésticas. Os modelos da sétima geração tinham chegado ao mercado em 2006 (casos da Wii e da Playstation 3, da Sony) e em 2005 (a Xbox, da Microsoft). Para além das melhorias técnicas que acompanham sempre os novos modelos, a novidade da Wii U é um comando com ecrã embutido, que abre portas a novas mecânicas de jogo. A consola antecessora, que popularizou os jogos controlados por movimentos, foi um sucesso.

 

Apple encolhe o iPad Já se sabia que Steve Jobs não era fã da ideia, mas que havia dentro da empresa quem defendesse um tablet mais pequeno. Em Outubro, a Apple acabou por lançar o iPad mini, com um ecrã de 7,9 polegadas. O aparelho foi desenhado para concorrer num segmento que parece estar a atrair a atenção dos consumidores. Tanto o Kindle Fire (da Amazon) como o Nexus 7 (uma parceria entre o Google e a Asus) têm ecrãs de sete polegadas.

 

Guerras de patentes As guerras de patentes e propriedade intelectual são frequentes entre multinacionais tecnológicas. Mas em 2012a Apple e a Samsung (que conquistou o estatuto de maior fabricante do mundo de telemóveis, destronando a Nokia) digladiaram-se com uma intensidade pouco habitual. As duas empresas foram a tribunal em vários países (Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Holanda, Alemanha são apenas alguns exemplos), com resultados a pender para ambos os lados consoante os casos. Mas foi na justiça americana que a maior batalha se desenrolou, com os advogados a discutirem questões como os cantos arredondados dos ícones das aplicações. A Samsung acabou por ser condenada a pagar à Apple mil milhões de dólares, mas a multinacional sul-coreana recorreu da sentença. Por outro lado, a fabricante do iPhone não conseguiu que a justiça impedisse a venda de alguns modelos da Samsung nos EUA.

 

Yahoo contrata Mayer, Mayer contrata Henrique de Castro O portal Yahoo, à deriva e longe dos tempos áureos da bolha dot-com, aliciou Marissa Mayer para o cargo de directora executiva. Mayer abandonou um lugar de topo no Google, onde tinha sido promovida recentemente. A primeira grande contratação de Mayer também veio do Google: o português Henrique de Castro será a partir de finais de Janeiro director de operações do portal. De Castro receberá um bónus de um milhão de dólares, pagos pouco dias após começar no novo emprego. Ao longo de quatro anos, entre salário, bónus e acções, deverá receber cerca de 56 milhões de dólares.

 

Facebook faz uma entrada desastrada em bolsa Gerou uma enorme expectativa, mas foi um fiasco e começou a correr mal ainda antes de começar, quando problemas técnicos atrasaram a estreia no Nasdaq. Ao final do primeiro dia, a cotação praticamente não tinha ido além dos 38 dólares de arranque. O processo acabou também por ser ensombrado pela actuação de alguns bancos envolvidos na operação: descobriu-se que tinham cortado as previsões de ganhos da empresa, mas apenas o tinham comunicado a alguns investidores. As acções foram caindo ao longo do resto do ano e estiveram várias vezes abaixo dos 20 dólares. Entre os motivos que afastaram investidores estiveram ainda as dificuldades do Facebook, assumidas pela própria empresa, em rentabilizar os acessos através do telemóvel.

 

O polémico PL118 Houve torrentes de protestos nas redes sociais e nos blogues contra o Projecto de Lei da Cópia Privada, mais conhecido como PL118, que pretendia taxar dispositivos capazes de armazenar ficheiros digitais. Da Internet, o caso passou aos jornais e às televisões. A proposta – do PS e que tinha como rosto a antiga ministra da Cultura Gabriela Canavilhas – acabou por ser retirada. A ideia era remunerar os detentores de direitos de autor através de uma taxa progressiva (consoante a capacidade de armazenamento) de dispositivos como leitores de música digital, discos rígidos, pens USB e telemóveis.

 

 

 

publico.pt

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