Ex-ministro grego acusado de tirar familiares de lista de suspeitos de fuga ao fisco

4/01/2013 02:35 - Modificado em 4/01/2013 02:35
| Comentários fechados em Ex-ministro grego acusado de tirar familiares de lista de suspeitos de fuga ao fisco

Lista original tem mais três nomes do que a lista com que trabalhavam as autoridades gregas. Eram três familiares do antigo ministro.

 

A coligação no Governo na Grécia pediu a investigação do antigo ministro das Finanças George Papaconstantinou, por suspeitas de este ter retirado os nomes de três familiares da chamada “lista Lagarde”, uma lista de gregos com contas secretas em bancos na Suíça e que são suspeitos de possível evasão fiscal.

 

George Papaconstantinou, que recebeu a lista em 2010 pela mão da então ministra das Finanças de França, Christine Lagarde, foi entretanto expulso do Partido Socialista (PASOK), que o considerou responsável pela alteração da lista.

 

Após ter sido recebida por Papaconstantinou, a lista perdeu-se entre a gaveta do ministro e os corredores do poder. O sucessor de Papaconstantinou no Ministério das Finanças, Evangelos Venizelos, fez uma recriação oficiosa dos nomes, a partir dos seus registos, e esta lista seria usada para investigar as suspeitas de fuga o fisco, embora aparentemente isso não tenha ainda acontecido.

 

As autoridades gregas receberam no final do mês passado a lista original, que tinham entretanto pedido novamente às autoridades francesas.

 

Ao receber o original e compará-lo com a lista oficiosa, investigadores do departamento de fraude fiscal notaram que três nomes na lista original estavam ausentes da oficiosa: o de uma prima de Papaconstantinou, do marido desta, e ainda da mulher de outro primo do então ministro.

 

Papaconstantinou, de 51 anos, negou as acusações, dizendo que os nomes teriam sido retirados sem o seu conhecimento. O seu partido, no entanto, expulsou-o de imediato. O PASOK teve uma enorme queda eleitoral passando de 44% nas eleições de 2009, que venceu, para apenas 12% nas últimas legislativas, e não quer dar imagem de ser complacente com suspeitas de corrupção numa sociedade farta de que os políticos saiam sempre impunes.

 

O antigo ministro lançou, entretanto, uma farpa a Venizelos, que entretanto é o actual líder do PASOK (e, assim, responsável pela expulsão de Papaconstantinou do partido), culpando-o pela falta de uma investigação. “Questiono por que a investigação que ordenei aos nomes na lista acabou mal eu saí do cargo”, declarou Papaconstantinou, citado pelo diário grego Kathimerini.

 

A única acção visível que resultou de todo este processo foi, até agora, o julgamento de um jornalista, Costas Vaxenvanis, que divulgou os 2059 nomes da lista na sua revista Hot Doc.

 

 

 

publico.pt

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.