Emprofac no Mindelo parou a 100 por cento: Trabalhadores disponíveis apenas para serviço de urgência ao HBS

4/01/2013 01:44 - Modificado em 4/01/2013 01:58

Os trabalhadores da Emprofac cruzaram os braços durante dias para reivindicarem o pagamento do prémio de produtividade e o reajuste salarial. Segundo o que apurámos, os trabalhadores disponibilizam-se apenas para responder aos pedidos de urgência do Hospital Baptista de Sousa, pelo que as clínicas e as farmácias não desfrutam dos serviços da Emprofac.

 

O cenário de greve é visível nas instalações da Emprofac, na ilha de São Vicente, onde os cartazes de protestos são visíveis à entrada da empresa. Os trabalhadores protestam contra a suspensão do prémio de produtividade instituído há 14 anos na empresa e clamam pelo reajuste salarial.

 

O representante sindical dos trabalhadores, Elísio Inocêncio, assegura que houve uma adesão de 100% à greve e que os serviços mínimos estão garantidos. Elísio Inocêncio diz que até ao momento a administração da Emprofac não respondeu às reivindicações dos funcionários, por isso, vai-se prosseguir com essa acção de luta e que, caso não for apresentada uma solução, os trabalhadores poderão voltar a realizar um novo protesto no próximo mês.

 

“Hoje a empresa está de portas fechadas, não há serviço para as clínicas e as farmácias. Temos disponibilidade apenas para o hospital, isto é, serviço de urgência. Todos os trabalhadores estão insatisfeitos, porque é uma situação desagradável, pois é a primeira vez que esta classe em 33 anos de existência da empresa recorre a uma greve” afirma o nosso entrevistado.

 

Os trabalhadores garantem que durante anos os seus direitos foram salvaguardados, por isso, dizem não entender a razão pela qual a empresa lhes virou as costas no último ano e que, convidada a sentar-se à mesa das negociações, a Assembleia Geral da empresa recusou ir ao encontro das exigências da classe.

 

“Nunca a Emprofac passou por esta situação, pelo que esta fase foi criada agora, por isso, vamos lutar pelos nossos direitos e iremos até às últimas consequências. Não aceitamos a suspensão do prémio de produtividade, porque foi um prémio adquirido há 14 anos com base na produção anual e na rentabilidade da empresa” defendem os trabalhadores.

 

Questionado sobre o pagamento dos salários, os funcionários da Emprofac dizem que estão regularizados, mas que a greve deve-se a duas revindicações, o aumento do salário e o não pagamento do prémio de produtividade referente ao ano de 2011, também porque a administração da empresa pretende suspender esse prémio.

 

  1. antónio dos santos

    Trabalham 12 meses e recebem 16 meses. Ou seja: 12 meses tem um ano, mais subsidio de produtividade, subsidio de Natal, subsidio de férias e 13.º mês. Que pouca vergonha!!!!…..se eu fosse patrão iam todos para rua, mas como o Patrão é também ladrão, como se vê pelos aumentos de agua e luz, um mau serviço com direito a aumentos, a deliquencia aumenta, com raízes vindas do Estado.

  2. natalino

    força la broda

  3. Boise Soncente

    Trabalhadores de emprofac bsot tema vergonha na cara e bsot pega na traboi… já bsot tinha 16 salarios por ano (so para constar, 1 ano tem 12 meses) ech tra bsot un subsidio bsot faze greve??? Enton se ech tra bsot quel de férias bsot ba tava da quel lugar de lume!!! Bsot cria vergonha na cara e bsot bah trabaia home…. se bsot ca quizer tem tcheu jovens formados (CURSO SUPERIOR) que vontad de octha un 12 meses ao ano…. Probe assim direção ca bsot cede nem flassa….

  4. mario jorge dias

    Continuam porque isso é falta de respeito.

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