ADECO: “o aumento do preço dos bens e serviços pode vir a desembocar no aumento da marginalidade”

3/01/2013 00:00 - Modificado em 3/01/2013 00:00
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O presidente da ADECO, António Pedro Silva considera que o aumento do preço dos bens e serviços, embora seja legal, agrava a situação difícil em que vivem as famílias cabo-verdianas, por isso, o presidente da ADECO diz esperar que as pessoas se unam em defesa dos seus direitos para responder com o mesmo vigor e empenho que responde ao chamado para festivais e eventos culturais.

 

António Pedro Silva em declarações à RCV afirmou que “se os cidadãos estão a ser afectados têm que lutar, podem fazê-lo de forma individual ou colectiva através da ADECO ou de outra forma. Isto é, terá de haver união e organização para depois se decidir que acção realizar. Mas não podem ficar à espera de haver um milagre, ou seja, não podem ficar à espera que quem os prejudica apresente uma solução”.

 

O presidente da ADECO considera que falta à sociedade cabo-verdiana uma atitude mais proactiva em defesa dos seus direitos. António Pedro Silva defende que a associação que dirige já fez a sua parte denunciando aquilo que considera ser uma corrupção e falta de transparência.

 

“Já fizemos denúncia para demonstrar que há enormes irregularidades no sector dos combustíveis, electricidade e água. Mesmo tendo em consideração o IVA, cuja metodologia de aplicação e justificação é discutível, os custos já são elevados por si só. São outros factores, pelo que já mostramos várias vezes que os preços das tarifas de combustível, água e electricidade praticados em Cabo Verde são exagerados” assegura o presidente da ADECO.

 

António Pedro Silva acrescenta que o aumento do preço dos bens e serviços vem prejudicar a classe média e os mais pobres, podendo vir a desembocar no aumento da marginalidade. “O problema é que os mais pobres já estão numa situação insustentável que irá repercutir-se na pequena marginalidade sobre a classe média” conclui o presidente da ADECO.

 

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