Torturado por engano: Ministério Público acusa suspeitos de sequestro e tortura

2/01/2013 23:52 - Modificado em 2/01/2013 23:52
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O Ministério Público deduziu a acusação contra os indivíduos suspeitos de sequestrarem e torturarem um jovem na zona da Bela Vista. Os suspeitos estão indiciados da prática de um crime de sequestro em concurso com um crime de tortura. Recorde-se que um taxista está sob TIR e os restantes indivíduos cumprem prisão preventiva.

 

O processo de instrução de um caso de sequestro e tortura ocorrido no dia 12 de Julho na zona da Bela Vista, ilha de São Vicente foi concluído pelo Ministério Público. O processo-crime foi entregue ao Juízo Crime da Comarca de São Vicente que se encontra a ultimar os preparativos para submeter seis indivíduos indiciados pela prática dos crimes a julgamento.

 

Os arguidos do processo vão ser confrontados pelo juiz acerca das circunstâncias que os terão levado a sequestrar a vítima de nome, Elton Andrade e a conduzi-la a uma casa na Bela Vista onde a submeteram a actos de tortura. Recorde-se que no dia da ocorrência, a PN recebeu uma denúncia e quando se deslocou ao local constatou os factos e procedeu à detenção de cinco indivíduos que terão praticado a acção.

 

O juiz decretou prisão preventiva aos suspeitos e no dia seguinte, um taxista foi conduzido às instâncias judiciais por suspeita de participação no caso. Mas ficou em liberdade, porque o magistrado aplicou-lhe Termo de Identidade de Residência como medida de coacção.

 

Caso

Por seu lado, a vítima em entrevista a este online, afirmou que foi sequestrada e torturada por engano, por causa de uma mochila que trazia às costas. No âmbito dessa investigação apurámos que outro jovem foi espancado pelo mesmo grupo por causa de um portátil e de um DVD.

 

Elton explicou ao NN que já dentro de uma casa, onde residia um dos suspeitos, começaram a dar-lhe bofetadas e socos no rosto pedindo para que lhes entregasse a mochila. Insatisfeitos, começaram a bater-lhe com um ferro e com um pau no corpo todo. Continuando com a tortura, a vítima afirmou que um deles espetou-lhe uma chave de fenda nas costelas e outro aproveitou para lhe apertar os dedos e a língua com um alicate. E que ainda, foi submetido a um banho e ameaçado de levar um choque eléctrico com um cabo de duas pontas.

 

Resta agora esperar pelo julgamento para se apurar o móbil deste crime censurado pela sociedade são vicentina na altura dos factos. De realçar que os acusados incorrem numa pena de prisão até seis anos, se o Tribunal der como provado os crimes, mas se entender agravá-los, os suspeitos podem sofrer uma pena entre 5 a 12 anos.

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