Gatunos roubam recheio de uma casa mas não há condenados

2/01/2013 01:02 - Modificado em 2/01/2013 01:02
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Uma cidadã cabo-verdiana, que reside na Holanda, viu a sua casa ser assaltadas na zona do Madeiralzinho, na ilha de São Vicente. Os assaltantes levaram todo o recheio que a cidadã enviou do estrangeiro para mobilar a habitação. Ficou com um prejuízo a rondar os 300 contos, porque o principal suspeito do assalto foi absolvido pelo Tribunal com base no princípio do in dúbio pro reo.

 

A irmã da proprietária da casa foi quem registou a queixa na polícia e perante o veredicto final do Juízo Crime lamentou a ocorrência. As lágrimas que caíam dos olhos da queixosa após a leitura da sentença demonstraram a dor da revolta por ver o caso ficar em “águas de bacalhau”.

Em declarações ao Notícias do Norte, a queixosa afirmou que “foi uma situação difícil de compreender, uma vez que a minha irmã não usufruiu desses objectos adquiridos no exterior a custo do próprio trabalho. Isto porque, os larápios levaram-lhe o recheio e ficaram impunes e, apenas se identificou um homem como suspeito, mas pelas provas recolhidas, o Tribunal não pôde concluir se ele participou ou não no assalto”.

A entrevistada acrescenta que os prejuízos resultantes do assalto ficaram guardados na memória, porém, diz aceitar o veredicto do juiz, porque o caso está coberto de dúvidas devido à forma como se desenrolou a investigação policial e na medida que as declarações da testemunha arrolada não tiveram credibilidade, porque apesar de ter visto o suspeito acompanhado de dois indivíduo nas imediações da residência assaltada, não presenciou ao assalto.

Por sua vez, o juiz valeu-se do princípio do in dúbio pro reo para absolver o indivíduo de 42 anos, que residia no Madeiralzinho, porque o Tribunal não soube apurar se o arguido participou no roubo de um televisor, aparelhos electrodomésticos, de multimédia, objectos de uso pessoal, bebidas alcoólicas, entre outros objectos.

 

Veredicto

“A investigação policial cobriu o caso de dúvidas e, por outro lado, as declarações da testemunha não são credíveis, porque por omissão de factos, esta não prestou um depoimento com factos verídicos. Isto é, não presenciou ao assalto e só declarou ter visto o suspeito perto do local do roubo porque teve uma discussão com o mesmo. Por isso, fica a dúvida se o arguido cometeu o crime, pelo que a consciência do Tribunal em absolvê-lo cai para esse lado” justifica o magistrado.

Com o veredicto final do Juízo Crime, este é mais um caso de assalto a uma residência na ilha de São Vicente que fica por desvendar. O processo-crime vai para os arquivos do Tribunal, os prejuízos ficam por conta da proprietária da habitação e, por sua vez, a verdade dos factos sobre quem cometeu o crime fica guardado no segredo dos deuses.

 

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