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O ano de todos os protestos

Publicado a 30 de Dezembro de 2012
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O ano de 2012 foi preocupante para os mindelenses no que concerne a problemas entre o patronato e os funcionários, sobretudo nas empresas e serviços onde o patronato é o Estado. A amostra desta preocupação foi visível no dia um de Junho, na manifestação nacional organizada pelos sindicatos nacionais. Em São Vicente, cerca de cinco mil trabalhadores saíram à rua e as palavras de ordem da manifestação foram “reposição do poder de compra”, “ajustes salariais”, “abaixo os PCCS sem S”; um forte apelo para que toda a classe trabalhadora esteja unida nesta luta. E esta manifestação fez com que o Primeiro-ministro José Maria Neves entrasse na história de Cabo Verde, como o primeiro-ministro que conseguiu unir as duas centrais sindicais contra medidas tomadas e não tomadas pelo Governo.

 

De âmbito nacional, envolvendo não só questões de salários em atraso, mas também a própria sustentabilidade da empresa, os trabalhadores da RTC entraram em greve por 48 horas. Durante este período deixaram de ir para o ar as emissões da rádio e da televisão pública.

Por questões salariais os tripulantes do navio Sal Rei boicotaram por um período de seis horas uma viagem que tinha como destino as ilhas de São Nicolau e Santiago. Foi a situação perfeita encontrada pelos trabalhadores da empresa para demonstrarem o próprio descontentamento por três meses de salários em atraso. Os passageiros não acharam muita piada à forma de protesto que depois de uma negociação rápida entre os tripulantes e a empresa, fez com que o navio seguisse viagem.

Os advogados também tiveram os seus maus dias durante o ano de 2012. Isto porque o Ministério da Justiça não pagava os honorários das defesas oficiosas realizadas por um grupo de advogados e estagiários afectos à Ordem dos Advogados de São Vicente. A classe suspendeu as suas actividades criando problemas no Tribunal de São Vicente onde, com a falta de advogados oficiosos, alguns julgamentos tiveram de ser cancelados.

O caso Euroáfrica marcou 2012. Os trabalhadores acumularam quatro meses de salários em atraso. A empresa entrou numa fase crítica de dívidas e sem conhecer a solução, os trabalhadores continuaram a ir para a empresa para marcar presença. E depois, o nada, a empresa desaparece de Cabo Verde deixando para trás uma divida de cerca de 6900 contos. Uma nova empresa portuguesa, Afropans Cabo Verde, nasceu no mesmo espaço e integrou os antigos trabalhadores da Euroáfrica.

De mudança a fábrica de refrigerantes Cavibel saiu de São Vicente para se fixar na Cidade da Praia, deixando 130 chefes de famílias desempregados. A empresa levou os trabalhadores mais antigos mas não deixou pendências financeiras com os trabalhadores, tendo pago os salários e uma indemnização.

 

Boa Vista: a queda da ponte

As chuvas de Setembro na ilha da Boa Vista provocaram a queda da ponte de Ribeira d’Água. A queda da ponte criou várias dificuldades à população local que não conseguia fazer a travessia da cidade de Sal Rei ao Rabil e vice-versa. Sem esta ponte a ilha ficou parada. Os trabalhadores não conseguiram chegar ao local de trabalho e os turistas não conseguiram chegar aos hotéis. Além destes problemas, fica registada a morte de dois guineenses que tentaram atravessar a ribeira e foram levados pelas enxurradas.

 

 

 

Regadas de álcool entre menores

 

O ano de 2012 na ilha de São Vicente ficou caracterizado pelo aumento do número de adolescentes com idade inferior a 16 anos a vaguearem por bares, minimercados e portas das discotecas fazendo paródia e meterem-se pelo meio de regadas de álcool. Este cenário fez com que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas se tornasse num problema grave em São Vicente. A gravidade da situação é maior, porque muitos adolescentes passaram a trocar refrigerantes por grogue, ponches ou bebidas espirituosas. A situação é visível à porta dos botequins nos bairros periféricos e nas imediações de estabelecimentos comerciais no centro da cidade.

 

 

Tratar dos cães e gatos vadios

Um trabalho de um ano inteiro. A Associação SiMaBô promoveu campanhas de castração de cães e gatos ao longo do ano de forma a estabilizar a população destes animais na ilha, na mesma medida que cuida da saúde pública. Uma das acções foi o recenseamento de cães e gatos de forma a saber o número da população destes animais.

 

 

TACV e BCA lideraram lista negra do mau atendimento

 

Na lista negra publicada pela ADECO concernente ao atendimento público, a TACV e o BCA lideraram o ranking. A ADECO considera que o atendimento público em São Vicente é muito deficiente porque instituições e empresas dão informações erradas que muitas vezes induzem ao erro e, às vezes, nem informações dão. A deficiência no atendimento público no Mindelo também é culpa dos utentes que não reclamam em lugares próprios. Numa série de reportagens para constatar a satisfação dos utentes dos vários serviços públicos na ilha, a satisfação dos utentes é mínima.

 

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