Apanha do pepino-do-mar: Mergulho para salvar colega deixa mergulhador com paralisia nas pernas

24/12/2012 00:40 - Modificado em 24/12/2012 00:41
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O mergulhador da localidade de São Pedro que sofreu uma embolia gasosa durante a apanha de pepino-do-mar na região do Ilhéu dos Pássaros ficou condicionado a uma cadeira de rodas devido a uma paralisia nas pernas. Irineu Delgado explicou ao NN que sofreu a lesão ao socorrer um colega que ficou sem ar na sua garrafa de mergulho.

 

No dia 28 de Novembro de 2012, a localidade de São Pedro vivenciou um novo incidente relacionado com a apanha do pepino-do-mar na região do Ilhéu dos Pássaros. Por volta das 13 horas, o mergulhador Irineu Delgado sofreu uma indisposição quando apanhava esse molusco com um grupo de pescadores.

O mergulhador de 33 anos sofreu uma descompressão no corpo que lhe provocou paralisia nas pernas. Conduzido ao Hospital Baptista de Sousa, Irineu Delgado esteve internado nove dias na secção de Medicina e, de regresso a casa, ficou condicionado numa cadeira de rodas. Com sequelas da lesão sofrida durante o mergulho, o mergulhador enfrenta agora um processo de fisioterapia, para que se possa reabilitar de modo a ultrapassar essa situação.

Em entrevista a este online, Irineu explicou em que circunstâncias se deu o incidente e a sua aspiração de procurar uma outra profissão, caso venha a recuperar o movimento nas pernas.

Segundo o mergulhador “nesse dia fiz um mergulho, porém a garrafa de ar do meu colega secou no local onde recolhíamos o molusco. Estava a trazê-lo à superfície recorrendo à minha garrafa, porque a outra ficou depositada no fundo. Mas a dada altura, faltou-me ar na garrafa e ao subir apenas com a ajuda do fôlego senti uma descompressão no corpo”.

Irineu Delgado assegura que conseguiu salvar o colega da morte, uma vez que este não sofreu qualquer lesão. No entanto, ele ao chegar à embarcação com lesões graves no corpo que lhe deixaram sem movimento nas pernas teve de ser transportado de urgência para o hospital.

Questionado sobre a possibilidade de voltar à sua profissão, o nosso entrevistado diz que vai continuar com o processo de reabilitação, para que um dia volte a andar sem depender de muletas ou de uma cadeira de rodas. E conclui dizendo que “a crise financeira tem afectado o sector económico na nossa comunidade, porém, se recuperar desta lesão espero encontrar um emprego que me dê um sustento para os meus filhos, porque o mergulho já deixou marcas que não se apagam com o passar dos tempos”.

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