Golpeado no pescoço porque se negou a dar 300 escudos

21/12/2012 00:41 - Modificado em 21/12/2012 00:41
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O Ministério Público pediu a condenação de um indivíduo acusado de homicídio agravado na forma tentada. O arguido agrediu de forma violenta um cidadão de 50 anos, na zona da ilha de Madeira, por este ter recusado dar-lhe 300 escudos. O agressor espetou parte de uma garrafa de vidro no pescoço da vítima que socorrida por vizinhos escapou da morte.

 

O caso remonta a 2007 e durante cinco anos esteve guardado nos arquivos da Procuradoria da República de São Vicente, mas agora foi resgatado por um representante do Ministério Público que deduziu a acusação para que o Juízo Crime procedesse ao julgamento do arguido.

A agressão aconteceu na noite do dia 26 de Agosto de 2007, na zona da Ilha de Madeira, após a vítima ter sido interpelada pelo acusado, que era consumidor de drogas. Segundo o ofendido “ele pediu-me 300 escudos e em troca eu ficaria com uns óculos que ele tinha. Recusei-me a dar-lhe dinheiro e ao dar um passo em frente, este espetou-me parte de uma garrafa de vidro no lado esquerdo do pescoço”.

A vítima esvaziando-se em sangue correu para pedir socorro aos vizinhos que a transportaram ao hospital. O cidadão foi atingido na zona vital do corpo, porém, a rápida intervenção dos serviços de saúde impediram a sua morte. O ofendido foi suturado com 32 pontos mas, devido a uma nova ruptura, os auxiliares de serviço tiveram que fazer nova sutura.

Perante a confissão parcial do arguido, do depoimento da vítima e de uma testemunha arrolada ao processo, o representante do Ministério Público pediu a condenação do indivíduo, porque nas suas alegações defendeu que a agressão foi à traição, que o acto de violência deixou sequelas e por se tratar de um crime agravado de uma agressão por um motivo fútil.

 

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