MP pede absolvição de jovem que tinha acusado de matar o pai

25/04/2012 00:01 - Modificado em 24/04/2012 23:58

O Tribunal de São Vicente enviou para casa o jovem Celso Neves que estava em prisão preventiva acusado de matar o seu pai com um martelo. As instâncias judiciais obtiveram provas de que o arguido não agrediu a vítima com marteladas, mas que este estava sob efeito de álcool e ao sair de casa tropeçou e bateu com a cara numas pedras que estavam à frente da sua residência. A tese de homicídio agravado foi anulada pelo procurador Vital Moeda e pediu a absolvição do jovem, porque e não foi ele o autor da morte do pai. A defesa de Celso também defendeu a mesma posição

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, o jovem matou o pai, Júlio Neves, com marteladas no dia 1 de Outubro de 2011, na zona de Cruz João Évora. Celso Neves era indiciado da prática de um crime de homicídio agravado em concurso com o artigo 124, alínea a, do Código Penal. O juiz Antero Tavares iniciou a audiência de julgamento com a audição do arguido sobre os factos que culminaram na morte da vítima, Júlio Neves.

“Não matei o meu pai”

O jovem, Celso Neves afirmou que não foi o autor da morte do pai e contrariou a acusação do MP de que havia aplicado golpes de martelo na vítima. Segundo o acusado no dia dos factos houve uma briga com o pai, porque ele tinha intenção de matar a sua mãe com um martelo. Mas, que o conflito foi sanado após uma luta entre pai e filho. Para o arguido a morte do pai deve-se a um tropeção que deu e caiu com a cara numas pedras à frente da casa.

Celso acrescenta que “chegamos da igreja e o meu pai estava sob efeito de álcool trancado em casa. Depois de várias injúrias contra nós pegou num martelo para agredir a minha mãe e na tentativa de interceder por ela levei duas marteladas na cabeça. Então engalfinhamos numa luta e acabamos por nos agredir mutuamente com socos e retirei-lhe o martelo das mãos. Depois o meu pai saiu para a rua enfurecido e engatou o pé na soleira da porta e caiu com a cara em cima de umas pedras”

Incidente

A versão do jovem sobre os factos foi confirmada pelas testemunhas arroladas ao processo e pelo relatório médico. De acordo com as pessoas que testemunharam a ocorrência tratou-se de um incidente e não de um crime de homicídio. O depoimento dos intervenientes coaduna com a versão de Celso, porque nesse dia Júlio Neves estava embriagado e furioso e que ao abandonar o lar sofreu um trambolhão e bateu com a cara numas pedras. Por outro lado, o relatório médico realça que a vítima sofreu um politraumatismo nasio-facial derivado de uma hemorragia com objecto cortante e contundente.

Absolvição

O juiz Antero Tavares encerrou a audição das testemunhas do processo e procedeu com a audiência apreciando as alegações do procurador Vital Moeda e do causídico de Celso Neves. Para o representante do MP, ficou provado que o arguido não matou o pai, mas sim que o sujeito sofreu uma queda mortal. Por outro lado, o procurador clarificou que a fase de julgamento foi importante para apurar em que circunstância sucedeu a morte da vítima. Mas que se fosse o instrutor do processo arquivava-o tendo como suportes probatórios os depoimentos das testemunhas e do relatório médico.

O representante do MP pediu a absolvição de Celso Neves, porque só assim será feita a justiça neste caso. Já o defensor do arguido teceu algumas críticas ao Ministério Público pela forma como foi deduzida a acusação. Para o causídico a acusação não apresentava fundamentos que serviram de base para agravar o crime de homicídio. Porque os factos e as provas não imputaram o crime de homicídio contra o seu constituinte. Segundo a defesa, Celso não foi o autor da morte do pai, por isso o arguido deverá ser absolvido. A leitura da sentença deste processo foi marcado para o dia 3 Maio e tudo indica que o veredicto final será a absolvição.

  1. Bela

    Agora expliquem-me como a violênica de marteladas no crânio pode ser confundida com um traumatismo provocado por uma queda??? Please, nhôs odja más CSI, Bones, Investigação Criminal- tudo da Fox !

  2. calu

    nha primo rachas um idemenizaçao pa esse tempo preso nem que poque e pa po na mo

Os comentários estão fechados.

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