Delegacia de Saúde está preparada

18/12/2012 23:57 - Modificado em 18/12/2012 23:57

A Delegada de Saúde, na ilha de São Vicente , revelou que o levantamento do corpo de um cidadão que faleceu a bordo de um navio faz parte do trabalho da instituição. A médica, Ariana Monteiro assegura que esta situação não acontece com frequência, mas que quando aporta um cadáver no Porto Grande, a delegacia cumpre os requisitos para levantar o corpo. Mas que nos casos de uma morte não natural recorrem a autópsia para desvendar as causas da morte.

 

No passado dia 3 de Dezembro, o navio cruzeiro Costa Fascinosa fez uma escala de emergência no Porto Grande, na ilha de São Vicente para desembarcar o corpo de um cidadão, de 69 anos, de nacionalidade suíça que faleceu a bordo devido a uma complicação cardíaca.

A Delegacia de Saúde de São Vicente foi accionada ao local para fazer o levantamento do corpo de Serge Alain Rubin, de 67 anos, que viajava a bordo do navio de cruzeiro na companhia da sua esposa. Depois de realizar a diligência, o corpo foi entregue à agência funerária Freitas e Fortes que conclui o processo de transladação para a Suíça.

Em entrevista ao NN, a delegada de Saúde, Ariana Monteiro confirmou a ocorrência afirmando que se tratou de uma morte natural resultante de problemas de saúde antecedentes. A médica acrescentou que uma mulher que estava a bordo do Costa Fascinosa foi conduzida ao Hospital Baptista Sousa para receber tratamento médico.

Questionada sobre os procedimentos realizados em situações desta natureza, a delegada, Ariana Monteiro diz que “faz parte da rotina da instituição fazer o levantamento de um corpo que falece em alto mar. Não acontece com frequência, mas se estamos preparados para quando surge essa situação. Dessa forma quando há essa ocorrência, antes do corpo chegar ao porto recolhemos informações e quando chega a ilha desembarcamos o corpo para se proceder ao funeral”.

 

Inspecção

A médica afirma que a delegacia possuiu uma equipa técnica que trabalha na sanidade marítima e que visita os navios que passam pela ilha de São Vicente e que as embarcações preenchem um formulário a declarar as condições existente a bordo. Ariana Monteiro esclarece que o funeral fica por conta dos familiares, com apoio de uma agência funerária.

“Quando é um corpo que pode ser sepultado em São Vicente, ordena-se o seu funeral no cemitério local. Quando há necessidade de transladação para o país de origem fazemos os trâmites habituais para enviar o corpo em condições higiénico-sanitárias apropriadas, para que não chegue ao destino em descomposição ou afecte a saúde dos passageiros do voo” asseguram a delegada de Saúde.

A nossa entrevista acrescenta que nalguns casos recorre-se a perícia médica, para saber as causas da morte de um passageiro. Isto é, quando um navio não possui um médico a bordo, ou se não consegue descobrir os motivos dessa morte. Ariana Monteiro conclui dizendo que “Se for um caso de suspeita de morte de causa não natural fazemos a observação através de uma autópsia para relatar de forma segura a causa de morte. Mas se não chegarmos a uma conclusão segura preciso pedimos a intervenção de um médico legista para que ele desempenhe as suas funções”.

  1. Baldoque

    Tinha 69 ou 67 anos.
    Tenham atenção na notícia. Dizem 69 e mais abaixo dizem 67.

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