O papel do guarda prisional não se limita a abrir e fechar celas

17/12/2012 00:50 - Modificado em 17/12/2012 00:50
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Anildo Lima assumiu as funções de delegado da Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde para a região de Barlavento. O agente prisional de 1ª prometeu trabalhar em nome da dignificação da classe e apresentar à sociedade o verdadeiro papel dos agentes prisionais no processo de reintegração social dos reclusos.

 

Na tarde de sexta-feira, dia 14, o novo Director-Geral dos Serviços Penitenciários e da Reinserção Social, Yacob Vicente presidiu à cerimónia que conferiu posse ao novo delegado da Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde e aos membros para a delegação.

Manuel Lopes, o delegado-cessante passou o testemunho ao agente prisional, Anildo Lima que nos próximos três anos vai dirigir a delegação da AASP-CV da região de Barlavento. Com o lema: em nome da dignificação da classe, o novo delegado contará com o apoio dos agentes, Amílcar Cabral, Adilson Fortes, Sheila Cristina, Adilson Portugal e Maria Pires na gestão dos projectos para a região de Barlavento.

Para Anildo Lima, os próximos anos serão de trabalho em prol da classe dos agentes prisionais para que esta dê a sua contribuição na sociedade. “Vou trabalhar para quando necessário ser o porta-voz nos assuntos de interesse colectivo e individual. Mas também queremos mostrar à sociedade que o nosso papel não é apenas o de abrir e fechar celas. Entre várias funções, temos um papel complexo que é o de servir de mediador de conflitos, de psicólogo para os reclusos e de interveniente na reintegração social”.

As missões de cariz social vão continuar na lista da delegação da AASP-CV na região de Barlavento. Anildo Lima assegura que o projecto de doação de sangue e de apoio às entidades locais em trabalhos comunitários continuam na agenda dos agentes prisionais.

O Director-Geral dos Serviços Penitenciários e da Reinserção Social, Yacob Vicente como um dos mentores do projecto de criação da AASP-CV apelou aos novos membros da delegação de Barlavento e aos agentes prisionais para exercerem as suas funções com ética deontológica e na base dos princípios de direito e de dever.

“Os agentes prisionais têm que ter uma estrutura mental no exercício da sua profissão, porque não vale a pena ser agente se essa estrutura não está capacitada. Em conjunto com a associação, a DGSPRS irá desenvolver várias iniciativas de capacitação com os agentes para que possamos atingir esse objectivo, isto para que a disciplina seja a palavra de ordem no seio da classe” conclui Yacob Vicente.

 

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