Sete anos de prisão para individuo que sequestrou mãe e filha

24/04/2012 01:30 - Modificado em 24/04/2012 01:30

O Primeiro Juízo condenou um indivíduo de 30 anos, que em Outubro 2011 fez mãe e filha refém na zona de Ribeirinha. O arguido era acusado da prática de sete crimes e foi condenado a sete anos de prisão. Mas o NN sabe que a defesa irá recorrer da sentença a pedido dos familiares do acusado.

O juiz Antero Tavares procedeu a leitura da sentença do processo que acusava um homem de 30 anos da prática de três crimes de homicídio agravado na forma tentada, um crime de sequestro, um crime de ameaça de morte, um crime de detenção de arma de fogo, um crime de detenção de outras armas e um crime de Violência Baseada no Género.

Caso

O caso que levou o arguido a sentar-se no banco dos réus aconteceu em Outubro de 2011. O acusado fez mãe e filha refém, na zona de Ribeirinha. Entrou na casa das vítimas pensando que sua ex-companheira se encontrava nessa residência. De acordo com o depoimento das testemunhas arroladas ao processo, o arguido chegou com a pretensão de assassinar a sua ex-parceira.

Porém Alberto não encontrou a ex-companheira nessa residência na altura do sequestro. Munido de uma pistola e uma faca, o acusado quis que as vítimas contactassem a ex-parceira no sentido dela se deslocar a aquela casa. Mas o arguido não conseguiu consumar o seu objectivo.

Depois de quatro horas sob sequestradas a mãe da criança de seis anos conseguiu fugir em busca de auxílio policial. De acordo com os autos, para vingar essa fuga o sujeito pegou na faca que trazia consigo e desferiu vários golpes contra a criança. Após a agressão, o individuo fugiu para a sua residência e foi detido pelas autoridades policiais. A criança foi conduzida ao HBS onde ficou internada e recebeu uma transfusão de sangue.

Condenação

O magistrado fez a fundamentação jurídica dos factos e aplicou a medida concreta de pena. Segundo o veredicto final do juiz ficou provado que o arguido cometeu sete dos crimes lavrados na acusação. Por isso o magistrado aplicou-lhe penas parcelares e efectuou o cúmulo das penas condenando o individuo numa pena de prisão de sete anos.

Também estava acusado de ter agredido a ex-companheira em Julho de 2011 com o intento de assassina-la com uma faca.

O arguido foi absolvido de um crime de homicídio agravado na forma tentada já que o tribunal não encontrou argumentos para sustentar a condenação. Mas o NN sabe que a defesa do arguido irá interpor um recurso de contestação da pena diante do STJ a pedido dos familiares.

  1. Devia ser 7 x 7 = 49. Que espécie de defesa é essa que vai recorrer da sentensa. Por essas razões é que continuamos a ter criminosos soltos. Quem comete crime deve pagar e os juristar antes de serem “defesa” são homens e mulheres desta terra .Pergunto como é que conseguem dormir um sono tranquilo, sabendo que por causa do dinheiro ganho numa causa fizeram com que fiquem impune quem cometem crime do tipo. Justiça seja feita sem recurso para que Cabo Verde continua na paz e tranquilidade .

  2. por assim devia ser mais 20anos

  3. ribeirinha te so benditos na esquina dos bairros Cambra ainda falta mais

  4. JUSTICEIRO

    o que eu qero ver é no dia dia em que algo semelhante acontecer com uma filho(a) ou alguem muito proximo de um magistrado, como irá decorrer o julgamento. se a defesa irá meter recurso e se a cusação irá conformar com a pena aplicada. 7 anos para um crime desta natureza e uma vergonha. este individuo para alem de ser bandido e assassino e um grande covarde. merecia apanhar era uns bons 30 anos no minimo. enfim são os magistrados que temos e a justiça que temos

  5. praia

    é uma grande tristeza um assassino deste com crimes bárbaros a um inocente que não

    pôde defender-se, ser atribuido apenas 7 anos. Tenham vergonha na cara senhores

    jurados, e peso de consciência……

    Lastimável

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