Terry Tres continua encalhado em Santa Luzia: Tripulantes pedem repatriação

14/12/2012 07:25 - Modificado em 14/12/2012 07:25
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O navio Terry Tres continua encalhado na praia Francisca, na ilha de Santa Luzia com os nove tripulantes de nacionalidade filipina a bordo. Segundo o presidente do IMP, os tripulantes pediram o repatriamento, mas José Manuel Fortes assegura que o armador do navio terá de pagar uma caução de cinco mil contos para custear as despesas com a tripulação de segurança enquanto a embarcação permanecer no local.

 

As autoridades marítimas continuam a trabalhar em coordenação com o armador do navio Terry Tres para proceder ao desencalhe da embarcação que encalhou na praia Francisca, na ilha de Santa Luzia. De acordo com o Instituto Marítimo Portuário, o armador e a companhia de seguros encontram-se em negociações com a empresa espanhola que apresentou uma proposta para desencalhar o navio.

 

José Manuel Fortes, presidente do IMP afirma que “queremos conhecer o plano de desencalhe de forma pormenorizada para analisar a questão dos custos e estarmos preparados para a eventualidade do Estado vir a actuar junto da companhia de seguros e do armador para pagarem os custos da retirada do navio do local, se a operação vier a ser realizada pelo Estado”.

 

A legislação cabo-verdiana permite que um navio esteja encalhado no território nacional por um período de 90 dias. E findo esse prazo, a lei declara que a embarcação passa a ser propriedade do Estado. No caso do Terry Tres, o prazo termina a 9 de Janeiro de 2013, de modo que a sua não remoção no prazo implicaria que as autoridades marítimas assumissem o desencalhe.

 

Questionado sobre esta situação, o presidente do IMP diz que “Neste momento estamos a actuar no sentido de procedermos à remoção dentro do prazo. O armador está em negociações com uma empresa de desencalhe e não existe risco de poluição ambiental iminente. Sabe-se que os custos são elevados, por isso, a negociação não é fácil. Tudo vem da Europa, porque em Cabo Verde não possuímos equipamentos e pessoal técnico para executar o trabalho”.

 

Caução

 

Por outro lado, o entrevistado assegura que os nove tripulantes do Terry Tres pediram o repatriamento e neste sentido, as autoridades marítimas exigiram ao armador o pagamento de uma caução e que coloque uma tripulação mínima, neste caso, três pessoas incluindo um comandante podendo ser cidadãos cabo-verdianos para permanecer no navio, caso os tripulantes regressem ao seu país.

 

“Os tripulantes querem voltar ao seu país, mas isto só irá acontecer com a colocação de uma tripulação mínima de segurança e far-se-á com o pagamento de cinco mil contos como garantia para custear as despesas enquanto a embarcação permanecer no local. O navio não pode ficar abandonado e por lei os custos pelo desencalhe e despesas com a tripulação de segurança são do armador” conclui José Manuel Fortes.

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