Mercado imobiliário: a crise está para durar

17/12/2012 00:22 - Modificado em 17/12/2012 01:16
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O clima no mercado imobiliário em São Vicente “já conheceu dias melhores”. O momento difícil vivido nesta área é sentido por várias imobiliárias que denotam uma diminuição crescente no número de vendas. E este mercado vive de vendas e se não se vende, há problemas para as empresas, como explica Arlindo Andrade, sócio-gerente da Loft Imobiliária & Design de Interiores, que afirma que existe um medo por parte das pessoas em investirem actualmente, preferindo aguardar dias melhores.

 

O Eng.º José Spencer da PCF aponta vários factores para o panorama actual do sector imobiliário como “muito menos pessoas com possibilidade de comprar” e também um clima de incerteza nos clientes em adquirir casas neste momento. Acrescenta à lista o “problema fiscal que agudizou muito e que está a dificultar as vendas”, isto porque as pessoas têm mais impostos “que encarecem o produto”. E José Spencer explica a urgência de fazer e vender para não diminuir os lucros. “Pede-se emprestado dinheiro no banco e se não se vender logo o banco toma tudo em juros e as finanças acabam por levar o resto”.

 

Mas o factor de comum acordo entre estes profissionais é que os bancos “estão com muitas reservas em emprestar dinheiro para adquirir apartamentos”. Rogério Soulé, director técnico e comercial da Simóvel, compartilha deste pensamento afirmando que a “dificuldade na obtenção de crédito junto dos bancos em Cabo Verde piora muito a procura”. E em termos de causa para justificar o momento actual do mercado imobiliário Arlindo Andrade classifica a diminuição de créditos por parte dos bancos como a mais grave.

 

O clima de negócios em Cabo Verde não está permitindo “entrar em novas aventuras” no sector imobiliário como nos explicou o Eng.º José Spencer da PCF. Daí que estas imobiliárias planeiam uma estratégia em que os novos projectos ficarão em stand by, até o mercado imobiliário melhorar. “Temos projectos em carteira mas o plano para 2013 é dar prioridade â venda de espaços e esperar melhores dias para arrancar outros projectos talvez para 2014”, avança Rogério. Na mesma linha de pensamento a Loft possui novos projectos “a aguardar melhor situação de mercado”.

 

Estas empresas trabalham não só na venda como também na adjudicação de propriedades. Os últimos projectos que estavam a decorrer aguardam melhores dias antes de entrarem “em novas aventuras”. Apesar do clima do mercado, Arlindo fala mais em medo da crise do que propriamente da crise e expressa confiança de que este mau momento passará e as empresas “conseguirão dar a volta” a esta crise.

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