Kula: uma carreira ligada à formação

11/12/2012 00:41 - Modificado em 11/12/2012 00:41

Na última Gala do Desporto Cabo-verdiano, Anacleto Monteiro, Kula, foi distinguido como o melhor treinador de 2012. Para ele, foi “um reconhecimento” pelo trabalho realizado como treinador. A distinção, apesar de representar muito para Kula, configura-se como uma vitória para a modalidade que representa, o basquetebol. E esse prémio torna-se especial quando comparado com pessoas do futebol, o desporto rei, e “numa ilha que dá mais atenção ao futebol” o que torna o prémio “não só importante para Kula mas para toda a estrutura do basquetebol nacional”.

 

Kula contabiliza cerca de 25 anos de treinador e, como explica, são 25 anos “sem intervalo, 25 anos quase todos os dias sem faltar um treino”. O trabalho de Kula tem estado ligado à formação de atletas. Hoje, a equipa do Académica, campeão regional em título, é o fruto do trabalho da escola de formação. Na mesma gala foi homenageado, na secção do desporto, como uma das 10 figuras mindelenses que se tem destacado na formação de atletas. E para ele, “não é só um trabalho desportivo mas também um trabalho social dadas as dificuldades que a ilha está a passar”. Esses problemas geram jovens com desvios de comportamentos e, segundo Kula, “os agentes desportivos têm que ajudar a equilibrar as coisas”.

 

Neste momento Kula possui dois pólos de formação, um é a sua própria escola com cerca de 60 alunos e o outro é um projecto escolar com 40 alunos. O sucesso, segundo este treinador, está na base da formação. Muitos jogadores a jogar internacionalmente foram treinados por Kula e ainda três jogadores da selecção cabo-verdiana que participaram no torneio da zona II realizada na Cidade da Praia, trabalharam ou ainda trabalham com Kula.

 

A sua filosofia é “trabalhar com o nível e a concessão do basquetebol internacional”. E sente-se satisfeito que outros clubes já tenham começado a trabalhar os escalões de formação porque “só assim é que se começa a desenvolver o basquetebol”. E se a dinâmica continuar prevê que dentro de pouco tempo São Vicente poderá voltar ao nível que já teve.

 

Para o melhor treinador do ano a gala foi bem sucedida porque “a tendência não é escolher os melhores, a tendência é escolher pessoas que têm afinidades”, mas considera que nesta edição “distinguiram quem está com as mãos na massa” independentemente da modalidade.

 

  1. Blondy

    Boa kula sempre presente no momento exacto.. sucessos sempre .. boas palavras… espero que outras pessoas tomen a iniciativa e tentar fazer sempre o melhor em prole do nosso Basquet

    Do sempre amigo Blondy

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