Apreendido no Porto Grande um contentor com pepinos-do-mar e búzios

5/12/2012 03:49 - Modificado em 5/12/2012 03:49

Foi apreendido no Porto Grande do Mindelo, na ilha de São Vicente um contentor contendo pepinos-do-mar e búzios. A apreensão aconteceu durante uma operação que servia de um exercício prático no âmbito de uma acção formativa destinada Polícia Nacional, Polícia Judiciária e autoridades portuárias.

 

O Director do Departamento da Polícia Judiciária de Mindelo, na ilha de São Vicente confirmou ao NoticiasdoNorte que foi apreendido um contentor com pepinos-do-mar e búzios no Porto Grande. E que o caso foi entregue a autoridade criminal para realizar diligências no sentido de identificar os donos do contentor e a proveniência do produto.

Segundo o responsável da autoridade científica, ontem 3 de Dezembro foi feito um controlo ao contentor e no seu interior foi encontrado vários sacos contendo moluscos que a sua extracção e exportação foram proibidas pela Direcção-geral das Pescas.

Questionado sobre as circunstâncias que culminou na apreensão desse contentor, o director da PJ, em São Vicente assegura que no âmbito de combate ao tráfico de droga, terrorismo e lavagem de capital está em curso uma acção para testar novos equipamentos de controlo nas infra-estruturas portuárias de Cabo Verde.

Neste sentido  realizou –se  uma acção formativa com a presença da Organização das Nações Unidas e com participação de elementos da Polícia Espanhola, PJ de Portugal e Cabo Verde, Enapor e das unidades da Polícia Nacional abrangendo o sector Marítimo, das Alfândegas, Fiscal e de Fronteiras.

Pelo que durante um exercício prático realizado no Porto Grande, os intervenientes na acção acabaram por encontrar esse contentor contendo sacos com pepinos-do-mar e búzios, cujo destino seria o mercado asiático. Perante esta situação, a mercadoria foi confiscada e o caso ficou sob alçada da PJ que investiga uma denúncia de que a mercadoria pertence a dois cidadãos de origem asiática.

  1. Mindelense

    Se foi proibido, então fizeram bem em confiscar. Mas, uma vez que o produto já foi recolhido ao mar e já não há como devolvê-lo com vida o mar, agora o Estado pode vendê-lo no mercado internacional e ganhar algum dinheiro. Não sejam burros ao ponto de queimar dinheiro em potencial. Dinheiro sempre deixa falta, sobretudo a um Ministério das Finanças ganancioso.

  2. Militar

    Ficou de fora a Guarda Costeira, porque??
    Porque esta acção de formação não abrangeu a G. Costeira??

  3. Pepino

    Comentário infeliz do Sr. Mindelense. Imagina então se fosse uma baleia…? Continuaria a achar que o Estado de CV deveria o vender, apenas porque foi já foi pescado, ou melhor dizendo, caçado?? Quem diz baleia, diz tartaruga, ou qualquer outro animal/peixe cuja caça/pesca é proibida.
    Se um particular não pode comercializar pepinos-do-mar, o Estado também não! Se é uma prática ilícita é para todos e não apenas para alguns…

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