Presidente do PAICV pede ao Governo para retomar voos internacionais directos para São Vicente

5/12/2018 23:54 - Modificado em 5/12/2018 23:54

Numa altura em que a presidente do maior partido da oposição está em São Vicente com o intuito de “Ouvir Cabo Verde”, e inteirar-se dos desafios e constrangimentos da população são-vincentina, uma das questões mais visadas pela líder do PAICV tem a ver com a supressão dos voos internacionais directos da Cabo Verde Airlines para a ilha do Monte Cara.

Depois de visitar algumas Agências de Viagens em Mindelo e através da sua página oficial do facebook ter criticado o Governo pela forma como tem gerido esse dossier, sobre a descontinuidade dos voos directos dos TACV/Cabo Verde Airlines para a Ilha de São Vicente, a líder do PAICV voltou nesta quarta-feira, a dar seguimento ao seu descontentamento, após a visita feita na terça-feira à “Fazenda de Camarão”.

Janira Hopffer Almada assegura que o projecto “Fazenda de Camarão” é ambicioso. Desenvolvido em 25 hectares tem com objectivo a produção anual de 350 toneladas de camarão. Janira Almada afirma que “Cabo Verde tem, assim, possibilidades de ter camarão produzido aqui no país em quantidade suficiente, e com qualidade, para o consumo interno, cerca de 150 toneladas, reduzindo a importação, e ainda exportar para outros países, cerca de 200 toneladas de um produto “Made in Cabo Verde!”.

“Para lá do marketing que o Governo tem feito, com base em discursos, são estas ideias e projectos que deveriam consubstanciar o “Made in Cabo Verde”. Mas, esse Projecto, que traz esses benefícios e que pode empregar cerca de 80 pessoas em São Vicente, ficará comprometido se o Governo não arrepiar caminho nas medidas não planificadas que toma.

O Governo existe para garantir medidas que desenvolvam o país e que melhorem a vida das pessoas.

O Governo deve, pois, decidir retomar os voos internacionais directos, da nossa companhia de bandeira, para São Vicente. E o quanto antes” vinca a presidente do PAICV, que conclui dizendo que não fazer isso é não ter a noção dos impactos negativos que esse “corte” de voos directos estão a ter.

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