Cabo Verde na Polónia para debate sobre a adaptação às Alterações Climáticas no Oceano e Zonas Costeiras

5/12/2018 00:33 - Modificado em 5/12/2018 00:33

Esta quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018, Cabo Verde, em parceria com a Future Ocean Alliance (FOA), irão promover o debate sobre Adaptação em Zonas Marinhas e Costeiras. Este evento realiza-se no âmbito da Parceria de Marrakesh para a Acção Climática Global (MPGCA) da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (CQNUAC/UNFCCC), durante a COP24 da CQNUAC, em Katowice (Polónia).

A participação de Cabo Verde na organização deste evento oficial da MPCGA da UNFCCC, no momento em que preside a CPLP, constitui uma oportunidade para articular e mobilizar um debate interno sobre uma política de interface para as zonas costeiras e marinhas na ação climática global.

E ainda promover em conjunto com os seus congéneres da CPLP catalisar a criação de oportunidades para uma economia azul resiliente e direcionada para o futuro.

Cabo Verde é um país insular situado na Macaronésia com forte influência climática da zona do Sahel e com índices de alta vulnerabilidade face aos impactos das mudanças climáticas.

No âmbito dos trabalhos da Parceria, desde a COP22, a FOA tem vindo a promover uma abordagem de política de interface oceano-clima, de forma coordenada e coerente, pois é um assunto emergente e da maior importância para se atingirem os objetivos desta Convenção e respetivo Acordo de Paris, bem como a Agenda 2030 da ONU e seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os impactos da emissão dos gases com efeito de estufa (GEE) no ambiente marinho e nas zonas costeiras é fundamental, não só para o equilíbrio planetário, mas especialmente para os Estados costeiros, nomeadamente os Pequenos Estados Insulares (SIDS) e os Países Menos Desenvolvidos (LDC).

Tal como a língua, esta temática é também assunto de todos os países da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), pois todos têm sob sua jurisdição extensas zonas costeiras e marinhas, estando assim sujeitos aos impactes das alterações climáticas.

Além do oceano ser uma importante fonte de alimentação para a população das ilhas de Cabo Verde, destaca-se também a sua importância para as espécies da fauna e flora marinha que aí vivem, se alimentam e mantém o seu ciclo reprodutivo o que faz dessa área do Atlântico um significativo nicho ecológico para diversas espécies.

Sabe-se que os impactos reais e potenciais das mudanças climáticas nos países arquipelágicos, poderão ser nefastos e irreversíveis e por em risco/perigo a sobrevivência humana em determinadas zonas costeiras, dada a ameaça iminente da elevação do nível médio das águas do mar com a consequente perda de habitats; a migração de espécies e perda da biodiversidade marinha devido a elevação média da temperatura das águas oceânicas e devido ao processo de acidificação dos oceanos.

A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCC), reúne anualmente os Chefes de Estado de centenas de países durante a Conferência das Partes para discutirem e estabeleceram Acordos, programas de ação e medidas financeiras, para ações imperativas no que tange a mitigação de Gases com Efeito Estufa e adaptação, quer às intempéries do clima, quer às alterações ecológicas que obrigam à reestruturação da subsistência das comunidades pesqueiras, ou das grandes indústrias associadas ao turismo e às pescas.

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