Orçamento do Estado para 2019 não responde às aspirações da juventude cabo-verdiana, denuncia a JPAI

29/11/2018 01:08 - Modificado em 29/11/2018 01:08

O presidente da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI), Fidel de Pina, denunciou hoje, que o Orçamento do Estado para 2019 não responde às aspirações da juventude cabo-verdiana.

Fidel de Pina fez esta denúncia em conferência de imprensa para falar do Orçamento do Estado para 2019 que, na sua opinião, não aposta na juventude quando o maior problema desta classe social no país é o “desemprego”.

“Esperamos e acreditamos que o Governo leve em conta esta denúncia, porque ainda há tempo de alterar a proposta para que ocorram melhorias na vida dos jovens. Com o OE de 2019, podemos dizer que 50% da população, que é jovem, não está no centro das atenções e das políticas para o desenvolvimento social, económico, familiar e cultural do país”, disse.

Ainda Fidel de Pina, a juventude do PAICV não acredita que o incentivo ao empreendedorismo juvenil seja através de medidas fiscais, como consta no orçamento.

O JPAI, destacou, entende que as medidas fiscais e parafiscais são instrumentos “importantes”, pelo que acredita que a verdadeira política para fomentar o surgimento da classe empresarial juvenil deve passar por criação de políticas que ajudam na eliminação de obstáculos como: linhas de créditos bonificadas, criação de condições de acesso ao mercado, incentivos à formação e acesso ao conhecimento.

Apesar disso, admitiu, “satisfeito”, que no tema de fomento aos estágios profissionais, o Governo tenha levado em consideração a proposta da JPAI apresentado ao vice-primeiro-ministro.

A par isso, considerou que o Executivo deve criar condições para transformar o estágio em empregos efectivos e douradores, criar condições para que os jovens trabalhem integrados no tecido empresarial global e aliviar a carga fiscal para o sector privado e que permita as empresas criarem requisitos para estágios condignos.

Referiu-se, ainda, sobre a “fraca” possibilidade para a formação académica dos jovens cabo-verdianos que “se sentem excluídos” porque os familiares não podem custear os seus estudos.

Neste particular, assegurou que a juventude do PAICV acredita que combater a redução da pobreza extrema no país, passa pela prática de política social de acção escolar que garanta acesso dos jovens oriundos de famílias carenciadas ao ensino profissional e superior.

Além destas medidas, o JPAI, segundo o seu presidente, recomenda ao Governo medidas que garantam a obrigatoriedade de realização de concursos públicos em condições de igualdade para todos, para que o acesso aos cargos superiores na administração pública, não seja apenas de confiança política, mas sim por transparência e mérito.

“Precisamos de um governo que trabalhe em prol da juventude e que queira criar políticas que visam o empoderamento da juventude (…) Para isso, a pasta da juventude não pode continuar diluída ou camuflada na orgânica do Governo”, enfatizou.

A juventude é o futuro e este tem de ser construído com seriedade, afinco e sentido de compromisso para que possamos ter um Cabo Verde promissor e o qual desejamos, concluiu.

Inforpress

 

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