José Wilker: “O ‘vou-lhe usar’ já tem adaptações”

3/12/2012 03:59 - Modificado em 3/12/2012 03:59
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O actor brasileiro José Wilker fala do sucesso que a sua personagem faz na nova versão de ‘Gabriela’, da SIC, e também da frase que marcou o Coronel Jesuíno.

 

– Como é, no remake, estar a fazer uma personagem tão diferente da que interpretou no original?

 

– Sim, é verdade. Na primeira versão, fazia o Mundinho Falcão, um vanguardista, e nesta faço o oposto. O Coronel Jesuíno é o símbolo do atraso. Foi muito divertido, estimulante e enriquecedor fazer esta personagem.

 

– Tem alguma parecença com o Coronel Jesuíno?

 

– Dependendo do momento, eu uso [risos].

 

– Imaginou que o bordão que usa na novela (‘Eu vou-lhe usar’) se tornasse um fenómeno popular?

 

– Sei que havia gente que falava assim, mas o que tentei fazer foi arranjar uma maneira de não soar tão grosseiro. E acho que encontrei, foi adoptado e já vi na internet desde ‘keep calm, -lhe usar’ até ‘sexta-feira, chegue logo que eu vou-lhe usar’. ‘Vou-lhe usar’ virou uma espécie de subtítulo de ‘Gabriela’.

 

– Tinha noção do sucesso que ‘Gabriela’ tem em Portugal?

 

– Em 1979, senti na pele o que foi o êxito da versão original. Por todos os lados, a Gabriela estava presente. Pensei que o peso dessa primeira versão ofuscasse o êxito deste remake. Mas Jorge Amado é um clássico e merece ser sempre revisitado.

 

– Estava preparado para tanta ousadia nesta nova versão?

 

– É um sinal dos tempos. O cuidado que é preciso ter é não ultrapassar a linha da sensualidade, para não cair na linha da pornografia. Isso seria um desastre, mas não foi o que aconteceu com ‘Gabriela’. O corpo humano não é uma fonte de perdição e pecado. É uma fonte de felicidade.

 

 

vidas.pt

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