Ninguém está seguro sem a presença policial nos recintos

23/04/2012 00:03 - Modificado em 22/04/2012 22:55

Os recintos onde se praticam provas oficiais de basquetebol não têm segurança porque não há dinheiro. E com isso público e jogadores e árbitros correm risco porque não há segurança nos recintos. A cena de pancadaria entre um atleta e um árbitro veio levantar a questão da segurança: ninguém está seguro sem a presença policial.

O incidente do passado sábado, no polidesportivo Oeiras, onde houve por parte de um atleta uma agressão ao árbitro este por sua vez tentou retribuir na mesma moeda deixou a claro que é preciso fazer algo em prol da segurança nos recintos.

A atitude é reprovada por várias pessoas ligadas ao basquete. Sarda, do Progresso, equipa que estava em campo, lamenta o acontecimento, mas aponta que um atleta dever ter “disciplina e respeito”. Francisco Santos, treinador dos All Blacks, diz que no momento do jogo o atleta está no estado de espírito diferente e que a ânsia e a necessidade de ganhar podem provocar esses comportamentos. Neusa Maniche, presidente da associação regional de basquete, também, lamenta o que aconteceu e garante que o jogador será castigado, sendo o jogador reincidente neste tipo de atitude, faltando somente enviar a carta ao clube, por isso não adiantou o castigo.

Mas, ao que parece o jogador mostra-se arrependido. Na sua página pessoal do facebook, Luís Silva, escreveu que foi um grande erro na sua vida falhando com os colegas e os adversários. O seu treinador, Zé Anguila, falou connosco sobre o arrependimento do atleta pelo acto. Mas apontam o dedo também ao árbitro para que tudo tenha desenrolado desta forma. Ainda na sua página Luís escreve que o basquete não pode evoluir se “ existem árbitros que continuam a irem para os jogos fora de si, isto é, alcoolizados”. Zé também defende esta tese que é preciso analisar a situação dos árbitros.

A questão da segurança

Apesar do acontecimento de alguma forma tirar o brilho do que tem sido o campeonato até agora, Zé Inguila defende “ que é uma oportunidade para tirar ilações do que aconteceu.” A questão da segurança de todo os intervenientes no jogo parece ganhar uma proporção maior. Sarda também quer que tudo possa continuar a decorrer da melhor forma, mas por isso sente que há necessidade de colocar policiamento no campo. O problema é que durante a época regular os jogos decorrerem sem policiamento. A Associação só recorre a esse serviço durantes os playoffs – que os jogos são mais “renhidos”.

Mas, todos defendem que é necessário o policiamento sempre que  haja jogos oficiais. Pois em caso de uma invasão de campo “ só podemos imaginar o que pode acontecer aos jogadores ou aos árbitros “.

Mas, o problema não é querer ou não. É não puder. Pois, de acordo com Neusa Maniche “ o policiamento tem um custo elevadíssimo”. Diz que os subsídios recebidos da Câmara Municipal e da Federação Nacional de Basquete não cobrem esses custos. Ou seja os recintos onde se praticam provas oficiais de basquetebol não têm segurança porque não há dinheiro. E com isso público e jogadores e árbitros correm risco porque não há segurança nos recintos. A cena de pancadaria entre um atleta e um árbitro veio levantar a questão da segurança: ninguém está seguro sem a presença policial.

  1. Carlos Silva - Ralão

    É um absurdo, sendo os policiais pagos pelos contribuintes, ainda terem de se pagar para policiamento de eventos desportivos, que não têm fins lucrativos. A Associação fe Futebol de S.Vicente que o diga!!! O valor que eles pagam para o policiamento e bombeiros (pagos também pelos contribuintes), absorve, na maioria das vezes, toda a renda arrecadada num dia de venda de bilhetes, e quando conseguem…

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