Apanha de pepinos do mar: familiares acusam DGP de nada fazer para impedir mais mortes e incapacitados

29/11/2012 23:07 - Modificado em 29/11/2012 23:07

Os pescadores/mergulhadores da zona de São Pedro continuam a não respeitar a proibição da captura do pepino-do-mar. Mas a situação agrava-se dia a dia porque estes cidadãos continuam a desafiar a morte num negócio que acarreta vários perigos. Desta forma, os moradores afirmam que as autoridades não podem assobiar para o lado quando deveriam fiscalizar os locais onde se apanha o pepino-do-mar.

 

Há cerca de um mês, a aldeia piscatória do São Pedro chorava a morte de Evaristo Silva, de 28 anos que perdeu a vida na sequência de um mergulho para apanhar o pepino-do-mar na zona sul do Ilhéu dos Pássaros. Volvidos 35 dias, a localidade de São Pedro voltou a ser assolada com mais um caso de um morador que sofreu uma embolia gasosa durante a apanha desse molusco nessa mesma região.

 

Irineu Delgado deu entrada no Hospital Baptista de Sousa com lesões graves após sofrer uma descompressão no corpo. A vítima de 33 anos encontra-se internada nos serviços de Medicina, local onde Evaristo passou dez dias não tendo, no entanto, resistido às lesões sofridas durante o mergulho.

 

Com esta situação, os moradores de São Pedro clamam por uma intervenção rápida da Direcção-Geral das Pescas, porque apesar de ser uma actividade rentável que se transformou no ganha-pão de várias famílias, a cada mergulho a aldeia regista histórias de vida que não se apagam da memória com o passar dos tempos.

 

Para os moradores, a postura da Direcção-Geral das Pescas perante esta situação é grave “não se vê uma atitude da DGP, na procura de soluções para evitar que a morte ou a incapacidade batam à porta dos pescadores que, sem soluções, arriscam a vida para retirar o sustento do fundo do mar. A extracção do pepino-do-mar aparenta ser uma boa oportunidade de negócio, mas se a DGP ainda não chegou a esta conclusão que faça um trabalho de fiscalização nas áreas já que a sua captura foi proibida por lei”.

 

Intervenção

 

O desabafo dos moradores surge na medida que aquando da morte de Evaristo Silva pediram a intervenção da Direcção-Geral da Pescas e das autoridades marítimas, porém não lhes foi apresentado qualquer solução, a não ser um pedido aos pescadores para acatarem a proibição.

 

Mas estas pessoas defendem que apesar dos conselhos, essa classe não abdicou dessa actividade não só porque é uma nova forma de negócio, mas também porque as autoridades assobiam para o lado quando deviam fiscalizar os locais onde se apanha o pepino-do-mar ou criar condições para que os pescadores possam exercer essa actividade com segurança.

 

Questionados se a morte de um pescador e os casos de cidadãos que ficaram incapacitados seria um factor para os pescadores/mergulhadores desistirem dessa actividade, os moradores dizem que “as autoridades têm que arcar com as suas responsabilidades, mas os nossos homens do mar têm que ter consciência de que estão a desafiar a morte numa actividade que tem as suas adversidades”.

 

  1. Africa

    Proibir é fácil . Porque não dar formações de mergulho aos pescadores com todas as regras de segurança implicados e a divulgação das leis de proibição .

  2. robert

    não é so isso a actividade realizada no mar, existe outras mais seguros

  3. Nelson Cardoso

    Um país onde o único culpado é o Governo. Francamente,

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