Escola de Samba Tropical recorda “Blimundo” no carnaval de 2019

4/11/2018 23:11 - Modificado em 4/11/2018 23:11

Sob o lema “Blimundo é nôs força, Um povo k ta snha e dá côr a realidade”, ou seja “Blimundo é a nossa força. Um povo que sonha e dá cor a realidade”, é o enredo 2019 da Escola de Samba Tropical que quer voltar a surpreender o público mindelense, com mais um desfile de recordar, um tema da direcção do grupo, cuja autoria é dos carnavalescos Eurico Ramos – Dex e David Leite – Daia.

Com sinopse de João Carlos Silva, o enredo conta a história do Blimundo, retratado nos contos populares, como um boi. Era grande, forte e amante da vida e da liberdade. Além disso, era muito amado e respeitado por todos, pois sabia pensar. Personagem de um conto popular, com os seus resíduos de crenças e mitos populares.

Por isso, no ano de 2019, para superar o enredo do ano 2018, sobre a vida da diva Cesária Évora, a “Rainha da Noite” do carnaval do Mindelo, faz uma homenagem a este conto popular na avenida com muita batucada. “Oh Blimund Senhor Rei mendé-me bem ‘shcóbe Pa bô bé casá ma se Cudizinha Tim – Tim ne nhê cavéquim Cóp – Cóp ne nhê prentém Glú – Glú ne nhê bli d’ága”.

Na justificativa o grupo fala sobre a sabedoria popular, algo que “não se ensina na escola, aprende-se em casa e que os mais velhos são os nossos primeiros professores. O verdadeiro conhecimento vem da ancestralidade”

No desenvolvimento do enredo invoca as crenças populares, a forma como o nosso legado é passado, oralmente, o chamado de boca a boca. “Muitas vezes a forma como todo esse legado nos é passado e como nos é dado a conhecer o Mundo é através das histórias, contos, lendas e fábulas que compõem a nossa identidade cultural e o nosso cancioneiro popular”.

Ainda no desenvolvimento destaca o nascimento da lenda de Blimundo, nascido no “reconcâvo dos vales Santantonenses, o conto de Blimundo, é sobretudo uma história CABOVERDIANA, contada e recriada, ainda que com leves diferenças de detalhe, um por pouco todas as ilhas de montanhas e trapiche, onde a força do boi dava de ganhar ao Senhor da terra”.

Diz ainda que mais do que grandeza física, o Blimundo simboliza a liberdade, a revolta, a vontade própria e a personalidade, de quem não se deixa subjugar pela opressão e tirania de quem pode mais.

“O boi Blimundo é acima de tudo, a imagem do povo cabo verdiano; um povo que sofre mas que não se rende e que se recusa a baixar a cabeça, perante quem quer que seja. Um enteado querido de uma Natureza Madrastra que, apesar de inóspita, ainda assim lhe tem grande amor e que, por entre falta, carência, fome e adversidade, o moldou e o ensinou a vencer”.

“Blimundo é ainda a imagem do amor, da paixão, da poesia e do encanto das crianças”, conclui a sinopse do enredo.

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