Fuga ao pagamento das contribuições preocupa o INPS

29/11/2012 22:59 - Modificado em 29/11/2012 22:59

Walter Évora, director do INPS da ilha da Boa Vista declara à RCV que as diversas estratégias de fuga às contribuições e por outro lado, a falta de recursos humanos para levar a cabo o trabalho de fiscalização lesam seriamente o Instituto Nacional de Previdência Social da ilha das Dunas, um dos pólos económicos mais dinâmicos do país.

 

Walter Évora reconhece que existem casos de fuga às contribuições, alguns identificados e, reunidas as provas, são accionados os serviços de fiscalização e inspecção do Instituto Nacional da Previdência Social da Praia que vem propositadamente para fiscalizar. O director do INPS ressalta que “Infelizmente ainda nós aqui na delegação não conseguimos fazer um trabalho mais profundo por causa da limitação de recursos humanos.”

 

O INPS da ilha da Boa Vista conhece as estratégias usadas para fugir à lei, tais como, os trabalhadores declaram muito menos do que recebem, vários estrangeiros que não estão inscritos, alegam que não percebem a língua, que não recebem as cartas, como é o caso da comunidade asiática, pessoas que não trabalham dirigem-se ao INPS para fazerem as inscrições e foram identificados muitos casos de aproveitamento a nível dos trabalhadores por conta própria, classes de profissões liberais protegidas pelo sistema. Walter Évora afirma que “são estes tipos de situações que lesam o sistema do INPS.”

 

O Director do INPS adianta à RCV que “apesar da troca cada vez mais aprimorada de informações entre o INPS e as Finanças, a grande limitação do Instituto Nacional de Previdência Social da Boavista, continua a ser a falta de recursos humanos para levar a cabo o trabalho de fiscalização e combater o elevado nível de fuga às contribuições que corresponde a centenas de milhares de contos de dívidas que afectam o INPS. De acordo com a RCV, no Sal e Boavista as dívidas atingem os 756 mil contos sendo, pelo menos, metade deste montante relativo ao INPS da ilha das Dunas.

  1. Bubista

    Walter é outro exemplo vivo do esquema “Job for the boys”. Este jovem, actual director do INPS na Bubista tem um curriculum fraquinho, mas a polítiquisse não olha a isso. Nada contra ele, mas sim, contra a facilidade com que se premeia quem está na política. Se realmente o querem lá, e estão interessados no bom desempenho do INPS, que o preparem como deve ser, ou seja, que ele faça carreira na instituição antes de assumir um cargo chefia. Acho que existem pessoas no INPS com melhor perfil para esse cargo.

  2. eta-nois-.na-fita

    E o que é que tenho com isso, se são uns ladrões..

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