Moradores de Ribeirinha (Trás d’Cadeia) querem a retirada do estaleiro de construção civil da zona

16/10/2018 23:38 - Modificado em 16/10/2018 23:38

Uma preocupação dos Moradores da zona da Ribeirinha, atrás da Cadeia, que se arrasta há vários anos e que apesar de todas as reclamações sobre a questão da poluição e de saúde pública, procuraram este online para denunciar aquilo que consideram um descasa das autoridades municipais, tendo a delegacia de saúde emitido um parecer positivo pela retirada do referido estaleiro.

Instalado numa zona habitacional, há vários anos, o local é alvo de críticas pela população que dizem estar preocupados com a questão de saúde pública que envolve todos os que moram nas redondezas do local.

De acordo com o porta-voz de comissão de moradores, criada com o objectivo de lutar para a retirada do estaleiro daquele local e a sua mudança para outro local, de preferência não habitado, estes dizem estarem desgastados com uma situação que já se arrasta há 12 anos, com todos os danos que o mesmo vem causando na saúde pública nesta zona.

Indignados pela forma como têm sido tratados pela instituição que tem a responsabilidade de pôr cobro a este flagelo, a Câmara Municipal, que atenta a saúde, o conforto e bem-estar dos moradores e os transeuntes do modo geral. Isso depois de várias tentativas junto da câmara, após vários encontros e abaixo-assinados, bem como um parecer positivo da Delegacia de Saúde que lhes dá razão e instam a edilidade a mudar o referido estaleiro para outro local.

Não entendem, tratando-se de uma questão de saúde pública, que a autarquia e a delegacia de saúde tenham dois pesos e duas medidas. Se por um lado a Câmara e a delegacia retiraram ou deixaram de emitir licença para as lanchonetes ambulantes alegando que colocam em causa a saúde das pessoas, do mesmo modo que ao longo dos anos têm vindo a demolir pardieiros com o mesmo argumento, achamos que esta situação do estaleiro é de extrema importância.

“Fizemos uma abaixo assinado que foi entregue ao presidente da câmara que se comprometeu a resolver a situação o mais rápido possível. Estamos a falar de 2016. E, até então não sabemos quando é que irão resolver o problema. Temos informações de que foi disponibilizado um outro espaço para instalação do referido estaleiro, e como tal não entendemos porque a câmara ainda não procedeu à sua retirada do local”, crítica este porta-voz que salientando o facto de os moradores estarem a acumular inúmeros prejuízos, ao longo destes anos, no que diz respeito a inalação de partículas sólidas nocivas a saúde, resultantes da descarga, manuseamentos e produções do referido estaleiro”.

Questionados sobre uma suposta existência de outras motivações, estes asseguram que não são contra a produção e ou negócios de quem quer que seja, nem das pessoas que fazem disso a sua fonte de rendimento, apenas querem que acabem com a questão, não só da poluição do ar, das poeiras que entram nas casas mais próximas e do barulho das máquinas. “Esta é uma zona residencial, queremos que isso mude”.

Tentamos conversar com o proprietário do local mas não possível encontrá-lo. Numa próxima oportunidade tentaremos ouvir as suas razões, bem como as da edilidade.

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