Vigilantes de segurança privada promovem manifestação em São Vicente: “A luta continua”

15/10/2018 12:27 - Modificado em 15/10/2018 12:27

Os vigilantes de segurança privada da ilha de São Vicente saíram pelas ruas da cidade em protesto, reivindicando a melhoria da sua situação precária. Apesar de poucos, querem mostra o seu desagrado com os empregadores e com o governo que só promete e não cumpre.

Desfilando pelas principais artérias da cidade, os vigilantes lutam por um salário com dignidade e contra os ditadores, conforme os cartazes. Ademais, querem deitar abaixo “a escravatura moderna” contra a classe.

Homens de família, como Carlos Alberto e outras centenas, com vários anos de serviço acumulado, dizem que o problema vêm deste de 2004 até agora. Apesar das promessas e da assinatura do Acordo Colectivo de Trabalho, nada foi resolvido, por isso, com o propósito de resolver este problema, “armam-se em diversas formas de luta” e querem ir até ao fim.

Em Maio deste ano, foi marcada uma greve geral, que não chegou a acontecer porque governo recorreu à requisição civil. Como forma de resolver este problema, dizem que a greve é o próximo passo. “ É impossível que um vigilante, com 25 anos de serviço ganha 13.900 escudos, com família e todas as despesas”, desabafa este vigilantes que questiona os governantes, se conseguiam viver com este salário mensal. Isto sem contar com os problemas enfrentados nos postos de trabalho.

Por seu lado o coordenador do Sindicato da Industria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA), em São Vicente reitera os problemas da classe, bem como a sua importância, como complemento de segurança no país. Apelam uma vez mais ao governo para que este assine a portaria de extensão para que o problema seja resolvido.

Entretanto, o governo publicou um comunicado onde diz claramente que é preciso elaborar estudos sobre a organização do sector de segurança privada no país, conhecer a situação das empresas e regular o sector, o que para o SIACSA já vem tarde.

O governo, no entanto, considerando que a segurança privada tem uma função subsidiária e complementar de atividade das forças e serviços de segurança pública do Estado e para melhorar isso afirma que existe a necessidade de melhorar o quadro regulamentar para a prestação de serviços de segurança privada, aliada à necessidade de melhorar as condições laborais dos vigilantes, de reforçar a fiscalização de empresas de segurança privada.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.