O sistema actual é um entrave ao progresso do país

29/11/2012 02:34 - Modificado em 29/11/2012 02:34

O grupo de reflexão sobre a regionalização organizou em Mindelo uma mesa redonda para discutir “que regionalização para Cabo Verde”. A mesa foi composta por João lima, em representação do grupo, e ainda por Arsénio Pina e José Fortes Lopes, e contou com uma plateia composto por políticos, académicos, escritores, profissionais de várias áreas e a sociedade civil, na sua essência por figuras mindelenses.

 

A proposta desta mesa redonda foi de socializar o tema e estimular o debate sobre o mesmo. Nesta sala os argumentos foram à favor de uma regionalização sem debruçar sobre o modelo a seguir para tal. Na sua intervenção de abertura João Lima afirma que a política na “centralização numa ilha não tem conduzido o país aos patamares de desenvolvimento que os cabo-verdianos inspiram”, e que esta mesma politica tem sido reforçada nos últimos anos e tem resultado “numa desertificação de quadros já que a maioria não tem hipóteses de conseguir emprego na sua ilha, e no desemprego galopante e o desmantelamento do tecido socioeconómico”.

O argumento acima é apoiado por José Lopes “o sistema actual é um entrave ao progresso do país”, e por isso considera justas aspirações da população a regionalização.

Arsénio Pina defendeu “regionalizar para desenvolver o país”. Que desenvolvendo as capacidades estruturais, políticas económicas e sociais de cada região “contribuindo assim para transformar cabo verde num país mais forte no seu todo”. E assim permitir que cada ilha alcance a sua autonomia financeira e possa escolher os seus projectos e programas de desenvolvimento.

 

Público

O público interveio mostrando sua satisfação na realização do debate apoiando a causa da regionalização. Mas levantado algumas questões como a necessidade de aprofundar mais o debate. O tema já vem sendo tratado faz tempo e por isso o alerta de ter a sensação que a discussão do tema está sempre começando, sendo necessário agora medidas que possam levar a sua materialização.

 

  1. Eduardo Oliveira

    1.Acordaram mesmo da letargia ou esperaram os do Manifesto para um S.Vicente Melhor vos viesse empurrar. Espero que seja mesmo uma conscientização desses rapazes que (não duvido) querem o melhor para Cabo Verde mas não sente coragem para dar o ponta pé de saida por excesso de comodidade.
    Lembrem-se que num mundo de movimento, podem não ter amanhã o que têm hoje ou, pior ainda, os vossos filhos arriscam-se nada ter porque os galifões papam e dão o excedente aos amigos depois dos familiares.

  2. Eduardo Oliveira

    2. – Se os conterrâneos de Santo Antão e de S.Nicolau não fizerem a mesma coisa (tomar a defesa da respectiva ilha) não se constroi o Grupo do Norte. Se os das outras ilhas sacrificadas não se mexerem para uma Regionalização, Cabo Verde vai estar “um mom pa frente ôte pa traz” tapando a sua parte mais carnuda para não levar onde levam as galinhas, o que procuram fazer os bairristas, fundamentalistas, megalomanos, discipulos da ditadura.
    Quem vos avisa vosso amigo é.

  3. Aguinaldo Faria

    Como diz, e bem o comentador Eduardo Oliveira, acordaram da letargia. Acrescento que já não era sem tempo e agora urge recuperar o que foi perdido. É preciso que um verdadeiro brainstorming se instale em S. Vicente reunindo o que de melhor houver na ilha em matéria de saber mas também de boa vontade e determinação. Importa que a iniciativa não seja uma espécie de fogo fátuo, pois deve ter continuidade para poder consolidar-se, dar frutos e contagiar todas as ilhas marginalizadas..

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