Vigilantes de empresas de segurança privada querem que a portaria de extensão seja criada para regular o mercado

12/10/2018 15:47 - Modificado em 12/10/2018 16:14

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Esta sexta-feira, o Sindicato da Indústria Geral Alimentação Construção Civil e Afins, SIACSA, em São Vicente, em conferência de imprensa, reage a declarações da Ministra da Justiça Janine Lélis, sobre a criação da Portaria de Extensão que deverá ser assinada pelo governo para regular o mercado e que segundo o sindicato, até ao momento estão a espera.

O coordenador do SIACSA na ilha, Jailson de Aguiar, nega as declarações da ministra da justiça, que acusa os sindicatos de estarem a instruir os trabalhadores de forma errada. Uma acusação que o sindicalista nega e diz que o sindicato que representa está a trabalhar para melhorar a vida dos vigilantes e que estes estão cada a vez mais desgastados com esta situação. Ou seja: de promessas vãs.

O sindicato continua apelar ao Governo que, através de uma portaria de extensão, obrigue todas essas empresas a operar no mercado, para evitar concorrência desleal, uma vez que das 18 empresas de segurança privada existentes em todo o país, apenas cinco é que estiveram nas negociações da assinatura do Acordo Colectivo de Trabalho que, até ao momento, não está a ser respeitado, critica Aguiar.

Para este coordenador, a Ministra está a ter uma interpretação errada sobre a portaria de extensão. “Em Maio disse que o pessoal estava a ser precipitado e que iria ser formado uma comissão paritária e que ela mesma iria assinar a portaria, coisa que ela agora contradiz”.

Portanto, para continuar a demonstrar o seu descontentamento, os vigilantes têm agendado uma manifestação para a próxima segunda-feira com o intuito de mostrar o seu desagrado e mostrar que estão atentos e descontentes com esta situação.

Para o delegado sindical Heidi Ganeto, se o governo diz que não têm nada a ver com o problema e que este deveria ser resolvido com as empresas, então, caso haja greve desafiam o governo a ficar de fora e a não autorizar a requisição civil.

Desde de Janeiro deste ano que o referido Acordo Colectivo de Trabalho entrou em vigor, com efeitos retroactivos, já lá vão nove 10 meses de retroactivos em atraso e pior ainda, sem actualização dos salários. Segundo estes o acordo fixa o salário base dos vigilantes das empresas de segurança privada de cerca de 15 mil escudos para 17 mil escudos.

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