Passadeiras e Bicicletas: perigos velhos e sem solução no trânsito de São Vicente

11/10/2018 23:31 - Modificado em 11/10/2018 23:31

Apesar das várias reivindicações feitas pela população são-vicentina no que toca à situação das passadeiras, o assunto continua a gerar muitas polémicas, pois esta entende que nada mudou. Mesmo depois de serem realizadas novas pinturas. O aumento e o uso indevido de bicicletas é outra das preocupação expressas pela população.

A população são-vicentina mostra-se preocupada com várias situações rodoviárias que veem acontecendo, principalmente no centro da cidade. Ora é a localização das passadeiras muito perto dos cruzamentos. Ora a falta de sinalização horizontal ou o desgaste das mesmas. São estas e outras situações que levam a população (e não é de hoje) a questionar as autoridades competentes sobre medidas que levem a colmatar essas lacunas.

No entender do taxista Albertino Francês, as passadeiras junto aos cruzamentos representam um perigo para os peões. “São perigosas porque as vezes, contornamos uma curva e encontramos passadeiras cheias de peões. São casos destes que poderão causar atropelamentos. Por isso é necessário reverem a situação das passadeiras perto das curvas, porque caso contrário pessoas poderão ficar magoados por causa disso” afirma o taxista.

O aumento da circulação de bicicletas nas ruas da cidade é um facto. Dia por dia veem aumentando. Esta é outra situação realçada pelo taxista Albertino que aponta o mau uso que muitas – cada vez mais – pessoas fazem dos veículos de duas rodas. Quer motos quer bicicletas. “As pessoas andam nas motas com apenas uma roda, mas o certo é que as rodas deveriam ser colocadas todas no chão, e o pior é que fazem isso dentro da cidade, na presença de polícia. O pior também é que à noite deparamo-nos com muitas bicicletas, as vezes grupos de 20, nas estradas e sem luz, um cenário muito perigoso tanto para eles como para nós os motoristas” afiança o taxista que pede uma fiscalização mais rigorosa para colocar cobro a estas situações, salientando que o trabalho da Polícia de Trânsito  em São Vicente deixa muito a desejar.

Para Amílcar Cruz, a Polícia de Trânsito, a Câmara Municipal e a Direcção-Geral da Viação  deveriam fazer uma análise criteriosa e objectiva e mudar todas as passadeiras que estão mal situadas, pois são e continuarão a ser factores de risco para quem faz uso delas.

Acrescenta mais á frente que todas as bicicletas deveriam ter um registo, e os donos submetidos a testes de conhecimentos sobre o código de estrada. Também no campo da prevenção seria bom levar a cabo campanhas de sensibilização junto dos ciclistas e motociclistas. nomeadamente sobre situações como andar com uma roda na altura, situações graves e que podem provocar acidentes” sustenta Amílcar, afirmando ainda de que as autoridades deveriam deixar de fazer vista grossa e passar multa aos condutores que estacionam carros em cima dos passeios.

A delegada da Direção Geral de Viação e Segurança Rodoviária de São Vicente, encontra-se ausente da ilha, pelo que não foi possível saber a sua reação sobre estes temas. No entanto este Online numa análise feito ao Código de Estradas, no artigo número 100, que nos remete aos «cuidados a absorver pelos condutores», o ponto número 2 diz que “Ao mudar de direção, o condutor, mesmo não existindo passagem assinalada para a travessia de peões, deve reduzir a sua velocidade e, se necessário, parar a fim de deixar passar os peões que estejam a atravessar a faixa de rodagem da via em que vai entrar”.

Segundo o Regulamento do Código da Estrada, a matrícula dos ciclomotores, dos velocípedes e dos veículos da tração animal, devem ser feitas obrigatoriamente.

  1. Txoti Pulicia

    Um assunto interessante.

    A nível nacional verificamos que temos um grande déficit de conhecimento a nível da sinalização urbana. Se os caros leitores repararem bem, nos centros principais centros urbanos como as cidades do Mindelo e da Praia, os utilizadores das vias sentem-se altamente prejudicados pela deficiente colocação de sinais nas rodovias. Culpam-se peões, taxistas e hiaces, mas esquecem-se dos principais culpados que são as Camaras Municipais cujos técnicos que mandam colocar os sinais parece que não tem carta de condução … no mínino …
    Há vários exemplos disso espalhados pelas ruas dessas cidades. Um exemplo gritante é a sinalização na rotunda do Luar, na Terra Branca, cidade da Praia. Esse é o cúmulo da xuxadera da CMP para com os municipes. E esse basofo responsável do pelouro ainda aparece com a sua cara de pau na TCV a justificar essa aberração rodoviária!

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