França anuncia apoio à elevação de estatuto da Palestina

28/11/2012 01:44 - Modificado em 28/11/2012 01:44
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França anunciou esta terça-feira que vai votar a favor do reconhecimento da Palestina como Estado observador não-membro na Assembleia Geral da ONU.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, disse no parlamento que França há muito apoia a ambição palestiniana de ser um Estado e “vai responder ‘sim'” quando a questão for a votos “por uma questão de coerência”.

A Autoridade Palestiniana vai submeter a votação na quinta-feira na Assembleia-Geral das Nações Unidas uma resolução elevando o estatuto da Palestina para Estado observador não-membro, um passo que considera importante para uma futura solução de dois estados com Israel.

Ao contrário do Conselho de Segurança, na Assembleia-Geral não há direito de veto e a resolução tem amplas hipóteses de ser aprovada.

O apoio de França, o primeiro de um grande país europeu anunciado, pode influenciar outros países europeus a decidir de forma semelhante.

A Áustria anunciou também hoje que vai votar favoravelmente. Segundo a diplomacia austríaca, o apoio foi decidido depois de fracassar uma tentativa para haver uma posição comum europeia.

Mais de metade dos países europeus deverá votar favoravelmente a resolução palestiniana, um ou dois contra e os restantes deverão abster-se, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros austríaco.

Portugal anunciou na semana passada que vai votar favoravelmente, assim como a Suíça. Por outro lado, a Alemanha opôs-se à apresentação da resolução.

A Autoridade Palestiniana justificou a decisão de pedir a elevação do estatuto com o impasse que se regista nas negociações de paz com Israel. Para os palestinianos, o apoio da Assembleia-Geral reforçará a sua posição negocial.

Israel e os Estados Unidos opõem-se à resolução e acusa os palestinianos de tentarem tornear as negociações de paz, única via possível para a criação de um Estado palestiniano.

O estatuto de Estado membro tem de ser aprovado pelo Conselho de Segurança, mas o estatuto de observador apenas necessita de validação pela Assembleia-Geral.

 

 

cm.pt

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