PJ detém em flagrante delito dois suspeitos de “burla de sementes”

10/10/2018 15:38 - Modificado em 10/10/2018 15:38

A detenção ocorreu na terça-feira, 9, na localidade de Ribeira Funda – Espargos, pelo Departamento de Investigação Criminal do Sal – DICS, da Polícia Judiciária. No momento da detenção foram encontradas, na posse dos detidos, as sementes, objeto de burla, e algum valor monetário.

Os dois indivíduos do sexo masculino, de 25 e 33 anos são suspeitos de serem co-autores, de um crime de Burla, conhecida por “burla de sementes”.

Os detidos serão presentes esta quarta-feira, 10, às autoridades judiciárias competentes, para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos e aplicação de medidas de coação pessoal.

O golpe de “burla das sementes” é bastante simples e não apresenta um padrão específico. Onde os burlões escolhem uma vitima, o burlão ou golpista que fingindo estar num país estrangeiro a trabalhar para uma determinada fábrica ou laboratório, informa a vítima que o seu patrão se encontra em Cabo Verde à procura de uma determinada semente milagrosa que é utilizada na cura de determinada doença rara e pede à vítima para intermediar esse negócio. Nisso o burlão oferece o número da pessoa que vende as sementes, o número do telefone do seu patrão e o hotel onde o mesmo se encontra hospedado.

Depois de feitos todos os contactos, a vítima faz ou recebe chamadas do suposto vendedor das sementes, combinando a compra e venda e o local da entrega. Se a vitima optar por realizar o negócio solicitado, há casos em que vitima compra desde logo grande quantidade de sementes, mas, há outros em que a vítima opta apenas por comprar um grão como amostra, aguardando pela confirmação do suposto patrão.

Nesse caso a vítima sai a ganhar, normalmente compra por 1.000$00 (mil escudos) e vende por 25 Euros (vinte e cinco) euros, cada grão de semente ao tal patrão, criando assim na vítima a convicção de um negócio bastante lucrativo. Depois disso o suposto patrão, fingindo não falar a língua materna ou a portuguesa, volta a entrar em contato com a vítima, através de um suposto tradutor, mandando informar-lhe que a semente é de boa qualidade e que precisa de uma quantidade maior.

A vítima, perspetivando um negócio bastante rentável, é levada ao limite até esgotar a sua capacidade de pagamento. Depois de a vítima adquirir as sementes os golpistas simplesmente desaparecem e os números de telefones são desligados. Nem precisa dizer que na realidade as sementes não têm qualquer valor comercial. As vítimas por razões várias recusam a comunicar às autoridades o sucedido.

  1. elisandra

    Esses ladrões devem ser preso, aconteceu o mesmo com a minha tia, a história é igualzinha

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