Calote de 150 mil contos de alunos e organismos coloca a UNICV no “ vermelho”

9/10/2018 15:11 - Modificado em 9/10/2018 15:11

Não é novidade a extensão do calote  que  estudantes e outros organismos  vem aplicando às universidades em Cabo Verde , colocando em risco a sua sustentabilidade .

A reitora da Universidade de Cabo Verde  anunciou que entre alunos  e organismos financiadores a divida à universidade pública atinge os 150 milhões de escudos .  E anunciou medidas para cobrar essa verba que passam por “desenhar estratégias para ajudar no máximo a permanência dos estudantes no estabelecimento de ensino, mas este ano lectivo vamos  delinear estratégias menos flexíveis, para que possam garantir a sustentabilidade da universidade, que passa por um maior rigor no cumprimento das contrapartidas que os estudantes devem dar à instituição”. Anunciou outras medidas para reaver as dividas que passam por “ criar períodos mais curtos de negociações e discutir com os nossos parceiros no sentido de aumentar a oportunidade de os estudantes terem acesso a financiamento, ou seja, criar um sistema que nos permita apoiar os estudantes através das parcerias que iremos desenvolver e sermos mais rigorosos naquilo que são os planos”, Conforme explicou, a universidade tem um orçamento deficitário, mas a seu ver, a dívida da universidade para com o tesouro, na realidade é uma dívida do Estado para com a universidade.

Segundo a reitora, os cálculos feitos em 2016 apontam que cada estudante custa à universidade 21 mil escudos por mês, contudo, estes pagam apenas um valor de 9 mil escudos, e o restante valor, que considerou ser “elevado”, é suportado pela própria instituição.

“Não temos no nosso orçamento nenhuma rubrica que seja destinado, nem a investigação e nem a extensão universitária. O nosso orçamento é deficitário, nós temos 34% (266 milhões de escudos/ano) do financiamento do Estado, os estudantes pagam cerca de 47% e o resto é a universidade que assume”.

  1. Nelson Cardoso

    Simplesmente deve-se obrigar as instituições pagarem. É so ver que as CAmaras Municipais não pagam e depois este montante aparece primeiro nos orçamentos e depois nas contas.
    Qual é a vantagem disso? Para as CM, claro. Os beneficiários ficam presos e reféns das CM, sendo que os politicos conseguem votos com esta situação. não estou a especificarCM. Falo de CM.

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