Mindelact 2018: Marlene Freitas é cabeça de cartaz

2/10/2018 14:41 - Modificado em 2/10/2018 14:41

Galardoada com o Leão de Prata, este ano, no 12.º Festival Internacional de Dança Contemporânea da Bienal de Veneza, a coreógrafa e bailarina cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas é, segundo a Associação Mindelact, o destaque desta edição.

Em conferência de imprensa, esta manhã no Centro Cultural do Mindelo, para a apresentação do cartaz, o presidente da associação João Branco, assegurou aos jornalistas que a presença da artista mindelense, que participa nesta “grande festa do teatro”, no ano na sua consagração com este prémio de grande impacto mundial, é uma “honra suprema”.

Além de participar com dois espectáculos, Marlene Freitas fará a abertura do festival em ano do seu 24º aniversário. “Ela estará no Mindelact com uma dose dupla de espectáculos, nos dois primeiros dias, no palco 01, o palco do Centro Cultural do Mindelo, que habitualmente recebe os espectáculos de maior impacto.

Durante dez dias a ilha vai ser palco de 60 espectáculos, de quarenta grupos de quatorze países diferentes, para o maior evento teatral lusófono.

Outra estreia no Palco 1 do festival fica a cargo do Grupo de Teatro do Centro Cultural do Mindelo, com a peça “Metamorfose”, bem como “Esta noite choveu prata” da Ribalta Produções e ainda Vera Cruz da cidade da Praia com a peça “Elas”, reinterpretação de algo feito anteriormente.

A quinta estreia é uma co-produção do GCCM, com um artista marroquino, que chega em Outubro e ficará por cá durante um mês para se inspirar nos ambientes sonoros da cidade e fazer um espectáculo “inspirado nas sonoridades e mundo evidencia de Cabo Verde”, explica João Branco.

O Leão de Prata foi atribuído a Marlene Freitas pela sua “indubitável genialidade, por um percurso que revela um poder, uma visão, uma frescura e liberdade criativa sem igual”. E acrescenta que “o seu desejo mais profundo é que este prémio seja só o início de uma longa carreira e que Marlene tenha oportunidade de desenvolver toda a sua arte” e termina fazendo o apelo para que “Portugal verdadeiramente reconheça e apoie esta artista”.

Nascida em 1979, em Cabo Verde, onde fundou o grupo de dança Compass, a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas co-fundou em Lisboa a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou coreografias como ‘Bacantes – Prelúdio para uma purga’, “Marfim e carne – as estátuas também sofrem” e “Paraíso”.

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