Mindelact 2018 supera ano anterior em número de espectáculos

2/10/2018 14:36 - Modificado em 2/10/2018 14:36
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Este ano, o festival que é considerado o  maior e mais importante evento de artes cénicas da África Ocidental acontece de 2 a 10 de Novembro e recebe, durante 19 dias, 60 espectáculos de grupos, artistas e companhias originários de 14 países diferentes.

Recorda-se que na edição anterior deste evento foram promovidos um total de 50 espectáculos em 12 palcos diferentes, com a participação de mais de 30 companhias teatrais e de grupos de doze países dos quatro continentes.

Segundo anunciou João Branco, director do Mindelact, o Festival 2018 resulta de um conjunto de circunstância daquilo que podemos chamou de “junta mon” generalizado, que envolve o estado e diversas empresas.

E que “a aposta na programação nacional é sempre resultado directo da dinâmica do teatro cabo-verdiano que este ano tem uma presença forte no festival, e cujo engajamento agrega muitas das companhias e empresas nacionais referenciadas que optam por abraçar este festival sabendo da importância que tem para a dinamização cultural e económica de São Vicente”, destaca João Branco, para quem este engajamento é o resultado “claro daquilo que o Mindelact representa para a cidade, para o país nos seus 24 anos de história”.

Numa edição que apelida de “pré prata”, uma vez que o festival, no próximo ano, completa 25 anos e está-se a preparar, conforme avançou João Branco, “um evento que faça jus a essa celebração”.

Acrescenta que este ano o maior objectivo, tendo em conta o impacto que o festival teve no ano passado, foi fazer um renascimento do festival com “uma nova força” e uma nova calendarização para Novembro. “A grande reviravolta do festival para este ano teve a ver com a preocupação de fazer algo que estivesse à altura do ano passado”.

“Fechada a programação, estamos fazendo justiça ao 2017, que se não está ao mesmo nível, está esta melhor, garante o director do Mindelact que apresentou uma programação “riquíssima” e com algumas novidades.

Entre elas está a descentralização das curadorias, como é o caso das curadorias de contadores de histórias, que tem a curadoria de uma organização internacional, a Cooperativa Memória Imaterial, com contadores de história de todo o mundo.

Também a curadoria de teatro da praça que este ano fica a cargo do brasileiro Rafa Picapau, que em 2015 marcou presença no festival. Com essa descentralização, João Branco assegura que isso irá provocar que tenhamos espectáculos “incríveis nas praças da ilha para toda a população”. Serão oitos espectáculos, distribuídos pelas nas zonas de Salamansa, São Pedro, Ribeira de Craquinha e outros bairros mais próximos.

Em relação ao Festival Off, este ano é dedicado à morna, como forma de dar o nosso contributo à candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade, declara João Branco.

Outra novidade desde ano é a aposta no palco 2, ALAIM, que este ano trás 9 espectáculos para o público, sem repetições.

Questionado sobre o montante envolvido na realização de mais uma edição deste festival, o presidente da Associação Mindelact diz que este sustenta-se naquilo a que chamamos “economia dos afectos”, porque não é contabilizado quanto é que vale o trabalho de todos os envolvidos, desde dos voluntários até ao caché dos grupos que não recebem para estar presente no festival.

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