França congela bens iranianos devido a tentativa de atentado

2/10/2018 11:21 - Modificado em 2/10/2018 11:21

A França congelou, durante seis meses, bens de uma direção do ministério iraniano de Informações e de dois cidadãos, em resposta a uma tentativa de atentado contra a oposição iraniana em território francês, em junho, anunciaram hoje as autoridades.

“Uma tentativa de atentado foi frustrada em Villepinte, a 30 de junho. Este ato, de uma extrema gravidade no nosso território não poderia ficar sem resposta”, indicaram, em comunicado comum, os ministros franceses do Interior, dos Negócios Estrangeiros e da Economia e Finanças.

“Sem prejuízo dos resultados da ação penal desencadeada contra os incitadores, os autores e os cúmplices desta tentativa de atentado, a França tomou medidas preventivas orientadas e proporcionais sob a forma de adoção de medidas nacionais de congelamento de bens dos cidadãos iranianos Assadollah Assadi e Saeid Hashemi Moghadam, bem como da Direção de Segurança Interior do Ministério de Informações iraniano”, indica o comunicado.

Assadollah Assadi, 46 anos, é um diplomata detido na Alemanha, suspeito de estar implicado na tentativa de atentado em Villepinte durante um encontro de um grupo da oposição iraniana em França.

O congelamento de bens entrou hoje em vigor com a publicação da ordem de arresto no Jornal Oficial.

“Os fundos e recursos económicos que pertencem a, estão na posse de, são detidos ou controlados por Assadollah Assadi […] e por Saied Hashemi Moghadam” bem como da referida direção do ministério iraniano de informações “são objeto de uma medida de congelamento de bens por um período de seis meses”, indica a ordem de arresto.

Numa ordem separada, as autoridades francesas tomaram uma medida semelhante contra o Centre Zahra France, um dos principais centros xiitas na Europa, bem como outras três organizações albergadas nesse centro.

As associações foram alvo na manhã de hoje de uma operação de “prevenção do terrorismo” levada a cabo no norte da França por cerca de 200 polícias, segundo fontes próximas do dossier, citadas pela agência France Presse.

AS associações são suspeitas de legitimar a “guerra santa” e de fazerem a apologia do movimento islamita palestiniano Hamas ou dos xiitas libaneses do Hezbollah, organizações apoiadas pelo Irão.

Na sequência da operação, três pessoas foram detidas por detenção de arma ilegal de fogo, segundo a mesma fonte.

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