Calote à portuguesa: Euroáfrica desaparece com avultadas dívidas por saldar

30/11/2012 23:10 - Modificado em 30/11/2012 23:23

Os responsáveis da Euroáfrica não pagaram uma dívida de 6.900 contos que a fábrica tem com os 197 operários que compunham o colectivo de trabalhadores. É certo que o caso está sob alçada do Tribunal, porém sem um sinal no fundo do túnel, o desespero continua a assombrar os funcionários, que viram nascer a empresa Afropans Cabo Verde, no local onde funcionava a Euroáfrica.

 

A empresa de confecções, Afropans Cabo Verde, de propriedade portuguesa está a funcionar desde do dia 12 Setembro, mas nem todos os trabalhadores da Euroáfrica foram reintegrados na nova empresa. Virtolino Castro, do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços, entidade que representa os funcionários da fábrica Euroáfrica disse à RCV que a Euroáfrica não possuía qualquer património em Cabo Verde.

 

O representante do SICS acrescenta que veio a descobrir que o salário dos operários relativamente aos meses de Fevereiro e Março foi recebido pelos responsáveis da Euroáfrica a partir de uma encomenda, mas que esse dinheiro não foi revertido para a classe dos trabalhadores.

Verdade

Virtolino Castro esclarece que os ex-donos da Euroáfrica, Amadeu e António Seabra detinham 5% das acções da unidade fabril. “Tinham 5% do capital social da Euroáfrica e os restantes pertenciam a uma empresa em Portugal que foi para a falência. Com esta situação viraram as costas ao problema dos operários em Cabo Verde que ficaram no desemprego”.

No contexto da abertura da Afropans Cabo Verde, Castro considera que houve pouca seriedade para a entrada em funcionamento dessa fábrica de confecções. De realçar que esta empresa com o pagamento de uma caução na Alfandegas teve licença para exportar o material que foi produzido pela Euroáfrica.

 

Dívidas da Euroáfrica

Por outro lado a fábrica Euroáfrica que começou a funcionar em São Vicente, no ano de 2002 deixa a ilha com uma dívida de 6.900 contos com seus operários. Por ordem do Tribunal de São Vicente todos os bens e contas bancárias da empresa foram arrestados com base numa providência cautelar interposta pela INPS que reclamava uma dívida na ordem dos 25 mil contos.

Bem como emitiu uma alerta aos portos e alfândegas, no sentido de impedir a saída por via marítima de quaisquer equipamentos da unidade fabril na cidade do Mindelo. Mas ainda, na lista das dívidas a empresa deve 650 contos à Electra e 90 contos à CV Telecom.

 

  1. Baldoque

    Será que os sócios da AFROPANS não serão os mesmos da EUROÁFRICA??
    Isso acontece muitas vezes. Morre “diga-se falência” com um nome e ressuscita-se “diga-se Abre as portas” com outro.
    É uma artimanha usada pelos proprietários.
    Bamako morreu, nasceu SOMAKO etc.
    E mais não digo

  2. Pescador

    Porquê esse senhor do sindicato so agora acordou?Doido é quem vos paga migalha do seu magro salàrio e nada fazem a bem dos trabalhadores.Agora cada um que chupa limao e puxa as orelhas porque empresa jà era e bufufa nem a cor.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.