Presidente da República contesta “excessiva burocracia” existente no desbloqueamento de verbas para os municípios

1/10/2018 23:41 - Modificado em 1/10/2018 23:41

O Presidente da República contestou a “excessiva” burocracia existente no desbloqueamento de verbas aos municípios que, no seu entender,  provoca demoras com repercussões no tempo de execução e impactos sociais e no emprego.

Jorge Carlos Fonseca mostrava o seu posicionamento na sequência da visita de dois dias a São Vicente, iniciada hoje, e que, segundo a mesa fonte, tem por objectivo ouvir os empresários, “os seus sucessos e as suas dificuldades” e o modo como se relacionam com as estruturas do Estado.

Conta-se ainda, ajuntou, conhecer a dimensão do sector empresarial, no caso o de Mindelo, para estar a par da situação, entre as quais a capacidade de produção e mercado.

Neste sentido, Jorge Carlos Fonseca visitou algumas empresas na manhã de hoje, como Moave, Fama, Sociave e Cintila, que se insere, assegurou, na sua “missão” de como chefe do Estado “ver, ouvir e eventualmente no diálogo com o primeiro-ministro reforçar as perspectivas, visões, e dificuldades ou exigências eventuais dos empresários dos diferentes sectores”.

Mas, antes disso manteve um encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, com quem disse ter abordado os problemas deste sector, e que também queixou-se de “uma excessiva burocracia” do desbloqueamento e aplicação dos montantes distribuídos aos municípios.

“É uma queixa que já tinha ouvido em outros municípios nomeadamente em Porto Novo, Santo Antão. Portanto entre a decisão dos concursos e a alocução dos recursos às câmaras demora-se muito tempo”, lançou Jorge Carlos Fonseca, para quem esta demora tem “repercussões no tempo de execução, tem impacto no emprego e impactos sociais diversos”.

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