Vereador garante que não esteve envolvido no encontro de contas entre a sua empresa e a CMB

13/09/2018 23:53 - Modificado em 13/09/2018 23:53

O vereador de Urbanismo e sócio da empresa Oásis, Aristides Brito, garantiu hoje, em sessão da Assembleia Municipal, que “nunca esteve envolvido” no processo de encontro de contas entre a sua empresa e a Câmara da Boa Vista.

O titular da pasta do Urbanismo disse que após tomar conhecimento, em Junho de 2017, da cedência de 10.320 metros quadrados de terreno, em dois lotes, um de 7.140 metros quadrados e outro de 3.180 metros quadrados, por parte da Câmara à Oásis, como forma de liquidar uma dívida, limitou-se, a pedido do presidente, apenas a dizer “que não via nenhum inconveniente, tratando-se de um encontro de contas, para liquidar a dívida”.

No relatório, Aristides Brito esclareceu que só se pronunciou quando o assunto já se encontrava “devidamente tratado e decidido”, reforçando ainda que desde a sua entrada na Câmara Municipal da Boa Vista assumiu o compromisso de ficar fora de qualquer assunto que pudesse gerar conflitos de interesse entre a autarquia e a Oásis.

“Razão pela qual não votei na reunião da Câmara, nem assinei a acta da mesma”, reforçou.

O vereador disse que a sua carreira profissional já estava feita antes da entrada na edilidade boa-vistense e que optou por esta via para dar o seu contributo ao desenvolvimento da sua terra natal e não por interesse próprio.

Relativamente ao lucro “de mais de 25 mil contos obtido pela empresa Oásis” na venda de uma parte do terreno (7.140 metros quadrados), Aristides Brito realçou que “a especulação imobiliária é uma lei do mercado” e que este é um “assunto interno da gestão” da própria empresa.

Aristides Brito adiantou ainda que a vereadora Júlia Ramos está “a faltar à verdade”, quando diz que não votou por unanimidade no processo do referido encontro de contas.

“Há partes da declaração que simplesmente sumiram ou não se fez constar no relatório. Isso é lamentável, mas tratando-se de um primeiro relatório da CEI, pode se ter alguma desculpa em rigor processual e jurídico”, frisou.

O líder da bancada municipal do MpD, Paulo Santos, por seu lado, afirmou que a câmara podia facilmente sair desta “saia justa”, caso o vereador se tivesse demitido do cargo de administrador da empresa Oásis, aquando da tomada de posse.

“Pela lei devia perfeitamente demitir-se do cargo de administrador e não o fez e agora vem aqui nos acusar de atropelar a lei e dar lição de moral. Entretanto, colocou a si, a câmara e o grupo político Basta nesta situação, porque se negou a fazer algo normal, decorrente da lei”, concluiu Paulo Santos.

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